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CP quer mais comboios: bate recorde no Alfa, atividade cresce há 23 meses consecutivos

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No Alfa Pendular, o trainsharing da CP permite a três ou quatro clientes adquirirem a sua viagem em conjunto beneficiando de um desconto de 40%

José Ventura

Empresa diz que está a trabalhar no máximo da sua capacidade e já estuda o reforço da frota de comboios no próximo ano. Entre janeiro e julho deste ano, transportou uma média de quase 307 mil passageiros por dia

A atividade da CP - Comboios de Portugal está a crescer há 23 meses consecutivos, tendo a empresa transportado de janeiro a julho cerca de 65 milhões de passageiros em todos os seus serviços. Isto é, nos primeiros sete meses de 2015, a CP transportou uma média diária de 306.603 passageiros, o que corresponde no total a mais 1,5 milhões de passageiros do que no período homólogo de 2014, crescendo assim 2,3%. Perante este aumento da procura, a CP diz que está a "estudar o reforço da sua frota já em 2016".

Julho foi o 23º mês de crescimento: registou um volume de passageiros transportados ligeiramente superior a 9,5 milhões, o que corresponde a um crescimento de 2,1% em termos homólogos, informa a empresa.

O serviço dos comboios Urbanos de Lisboa registou 6,47 milhões de passageiros em julho, logo seguido dos comboios Urbanos do Porto, com 1,59 milhões. Os serviços Regionais cresceram 4,8%, com mais de 905 mil passageiros.

Para o Alfa Pendular - cujo serviço é assegurado por 10 comboios -, julho foi mesmo o melhor mês de sempre, batendo um recorde 194 mil passageiros transportados, ou seja, mais 7,2% relativamente a julho de 2014.

"Os proveitos de tráfego acompanharam este crescimento, com 4,2% de aumento no mês e 2,7% no acumulado de janeiro a julho de 2015", refere a CP.

A empresa explica este crescimento pela sua "dinâmica comercial". Para a CP, o aumento de passageiros decorre da "implementação de novas soluções", designadamente da "apresentação de produtos diversificados e da redução de tempos de viagem, da melhoria das ligações e da integração das tarifas de Longo Curso e Regional".

A CP diz que tem estado "a trabalhar no máximo da sua capacidade, sendo que os reforços da oferta têm apresentado taxas de ocupação muito próximas dos 100%".