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Bolsa de Xangai fecha a ganhar, depois de estar a perder 4%

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Os índices bolsistas chineses fecharam esta quarta-feira a ganhar mais de 1,2% depois de na sessão anterior terem perdido mais de 6%. Durante a manhã em Xangai, o índice CSI 300 chegou a perder 4%

Jorge Nascimento Rodrigues

A Bolsa de Xangai fechou esta quarta-feira em terreno positivo depois de no dia anterior ter registado um crash de mais de 6%, o segundo maior desde o início do ano.

O índice CSI 300 e o índice composto de Xangai fecharam esta quarta-feira com ganhos superiores a 1,2%. O CSI 300 havia perdido 6,19% na sessão de terça-feira e recuperou 1,27% na sessão desta quarta-feira. No entanto, durante a sessão da manhã em Xangai, o CSI 300 chegou a estar a perder 4%. A reviravolta registou-se na sessão da tarde.

Nos últimos 12 meses a Bolsa de Xangai registou um verdadeiro boom com um crescimento da sua capitalização em mais de 60%, o que foi caracterizado como “bolha” por muitos analistas. As perdas têm ocorrido nos últimos 30 dias, com um crash de 8,48% a 27 de julho e outro a 18 de agosto de 6,19%. Na terça-feira mais de 600 cotadas em Xangai ultrapassaram o limite de 10% de quebra de valorização bolsista.

No entanto, uma correção bolsista não deverá ter um impacto macroeconómico significativo, segundo o último relatório do Fundo Monetário Internacional sobre a China, publicado este mês ao abrigo de uma análise anual no quadro de uma consulta permitida pelo artigo IV do Fundo.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei 225 fechou com uma queda de 1,61%. Foi o segundo dia consecutivo de perdas esta semana. A economia japonesa recaiu em recessão no segundo trimestre, com uma quebra do crescimento em cadeia (de um trimestre para o seguinte) de 0,4%, depois de uma subida de 0,6% no primeiro trimestre, segundo dados divulgados esta semana. Em termos homólogos, o PIB nipónico contraiu 1,6% no segundo trimestre de 2015 em relação ao mesmo trimestre de 2014. Segundo alguns analistas, as "abenomics", a estratégia do primeiro-ministro Shinzo Abe, não estarão a produzir os efeitos esperados. Mas o consenso entre os analistas considera que o Japão regressou ao crescimento no terceiro trimestre.