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La Caixa poderá vender posição no BPI a investidores chineses

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O jornal espanhol El Confidencial avança que depois de falhada a oferta pública de aquisição (OPA), o La Caixa equaciona vender os 44% que detém no BPI a investidores chineses. As ações do BPI estão a subir 5,3%

As ações do BPI subiram fortemente esta manhã - quase 6% - somando, às 13h, ganhos de cerca de 5,3%. Na base desta subida poderá estar a notícia veículada pelo jornal espanhol El Confidencial, que avança que o La Caixa, o maior acionista do BPI, com 44,1%, poderá vender a sua posição no banco liderado por Fernando Ulrich a investidores chineses.

Contactado pelo Expresso, o CaixaBank não faz quaisquer comentários sobre este assunto.

Segundo o El Confidencial, não é de estranhar que o La Caixa deixe o mercado português já que saiu este ano do mercado francês, tendo vendido à Sociéte Générale os 20% que tinha no Boursorama por 318 milhões de euros.

No caso da participação no BPI, o banco espanhol apoiou sempre a administração nos momentos de reestruturação por via da recapitalização do banco nos últimos anos de crise. No entanto, o facto de a oferta pública de aquisição (OPA) que lançou a meio de fevereiro ter falhado deixou as portas abertas para que o La Caixa revisse a sua estratégia em Portugal.

O administrador delegado do CaixaBank, Gonzalo Cortázar, disse recentemente, na apresentação dos resultados semestrais do banco catalão, que não tendo sido possível seguir a sua estratégia no BPI, iriram seguir alternativas.

Recorde-se que a OPA lançada pelo La Caixa previa rever os estatutos do BPI que limitam os direitos de voto do banco a 20%. A OPA, que entretanto morreu, teve como opositora a segunda maior acionista do BPI, a Santoro, liderada por Isabel dos Santos.

Quanto à proposta feita por Isabel dos Santos para uma eventual fusão entre o BPI e o BCP, os dois bancos descartaram recentemente esse cenário.