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Brent em mínimo do ano

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O preço do barril de petróleo de referência europeia fechou a semana em 48,73 dólares, um novo mínimo deste ano. Um nível de preços que já não se registava desde o primeiro trimestre de 2009

Jorge Nascimento Rodrigues

O preço do barril de petróleo de Brent fechou a semana em 48,73 dólares, a maior queda diária esta sexta-feira nos preços das matérias-primas (commodities) e um novo mínimo do ano em valores de fecho da sessão diária.

O preço do Brent desceu esta sexta-feira 1,81%, seguido da redução de 1,71% no preço da gasolina reformulada (sem aditivo MTBE). Em termos semanais, o preço do Brent caiu 51 cêntimos de dólar, uma redução de 1,04% desde 7 de agosto.

Preços do Brent abaixo de 49 dólares no fecho da sessão diária já não se observavam desde o primeiro trimestre de 2009. Na negociação intradiária apenas em janeiro, nos dias 14, 26 e 27, se registaram valores inferiores a 49 dólares. O mínimo na sessão de hoje situou-se em 48,67 dólares. Desde o início do ano, o mínimo intradiário está em 47,68 dólares.

A queda do preço do barril de petróleo tem influenciado o comportamento da inflação na zona euro, que em julho se manteve em 0,2%, uma variação do índice de preços no consumidor similar à de junho. Em julho, o preço médio do barril de crude (incluindo as três variedades principais, Brent, Dubai e WTI) situou-se em 54,34 dólares, inferior à média de 61,31 dólares em junho.

O movimento de descida de preços é extensível às mais importantes commodities. Esta semana, destacaram-se seis matérias-primas com uma quebra de preços superior a 2,5%, segundo dados da Investing.com: a gasolina reformulada (queda de 7,78%); a soja (-5,32%); o petróleo da variedade norte-americana WTI (-3,97%); o óleo de soja (-3,74%); o cacau no mercado londrino (-2,74%); e o zinco (-2,59%).

Desde o início do ano, as quebras de preço superiores a 15% registam-se nas seguintes matérias primas: açúcar de cana em bruto (quebra de 26,54%); paládio (-22,72%); crude WTI (-20,91%); platina (-17,90%); café (-17,90%); cobre (-17,06%); óleo de aquecimento (-15,45%); e petróleo Brent (-15%).

Numa análise mais longa, nos últimos 12 meses, as quebras de preços superiores a 40% centraram-se no grupo das commodities petrolíferas: crude WTI (quebra de 55,8%); petróleo Brent (-52,93%); óleo de aquecimento (-45.56%); gasóleo no mercado londrino (-45,56%); e gasolina reformulada (-40,83%).

O índice de matérias-primas da Bloomberg (Bloomberg Commodity Index) - que abarca 22 em 7 sectores - caiu 0,1% durante a semana. A queda desde o início do ano registou até esta sexta-feira 13,39%. O índice tem estado em queda desde final de abril de 2011.