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IRS de cabeleireiros e oficinas disparou? Governo diz que nem pensar

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Ministério de Maria Luís Albuquerque reage à manchete do “Jornal de Negócios”. “O coeficiente aplicável às prestações de serviços nestes sectores manteve-se ”, garante o Governo

O Ministério das Finanças negou esta quarta-feira a alteração dos coeficientes aplicáveis aos profissionais que exerçam exclusivamente a atividade de prestação de serviços, como cabeleireiros, mecânicos e eletricistas.

Em comunicado, o ministério de Maria Luís Albuquerque garantiu que a notícia publicada esta quarta-feira pelo “Jornal de Negócios”, que dizia que o IRS iria disparar para essas áreas, “não tem qualquer fundamento”.

“Entre 2013 e 2014 não houve qualquer alteração dos coeficientes aplicáveis aos profissionais que exerçam exclusivamente a atividade de prestação de serviços. Ou seja, em 2014, o coeficiente aplicável às prestações de serviços nestes sectores manteve-se nos 0,75, à semelhança do que acontecia anteriormente”, pode ler-se no comunicado.

O Ministério das Finanças refere que os cabeleireiros, mecânicos e eletricistas “irão beneficiar de uma redução significativa de imposto a pagar, uma vez que o coeficiente aplicável a estas prestações de serviços será de apenas 0,35”, face à reforma do IRS que entrou em vigor este ano.

O “Jornal de Negócios” noticiou esta quarta-feira que o IRS iria disparar para áreas como mecânica, eletricidade e cabeleireiros. De acordo com o jornal, estava em causa a interpretação restrita por parte das Finanças do regime simplicado do IRS, depois de o Governo ter alterado no ano passado os coeficientes aplicáveis para o rendimento tributável.

Os prestadores de serviços estariam à espera de pagar 0,10 de imposto sobre a faturação e não 0,75, mas o Fisco já teria alertado vários contribuintes para pagar a diferença face ao coeficiente mais elevado.