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Bolsas europeias em baixa, atentas à reabertura da bolsa de Atenas

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As principais bolsas europeias estavam esta segunda-feira em baixa, com os investidores atentos à reabertura da bolsa de Atenas, que esteve fechada desde 26 de junho

As principais bolsas europeias estavam na manhã desta segunda.-feira em baixa, com os investidores atentos à reabertura da bolsa de Atenas, que esteve fechada desde 26 de junho.

Cerca das 9h em Lisboa, o EuroStoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro, estava a cair 0,14%, para 3.595,79 pontos.

As bolsas de Londres e Frankfurt estavam em baixa, a caírem 0,13% e 0,29%, respetivamente, bem como as de Madrid e de Milão, que estavam a recuar 0,09% e 0,03%. Paris era a exceção, já que estava a subir 0,43%.

Depois de ter aberto em baixa, a Bolsa de Lisboa mantinha a tendência e, cerca das 9h, o principal índice, o PSI20, estava a desvalorizar-se 0,05%, para 5.712,61 pontos.

Em Nova Iorque, Wall Street terminou na sexta-feira em baixa, com o Dow Jones a cair 0,32%, para 17.689,86 pontos, depois de ter subido a 19 de maio passado até aos 18.312,39 pontos, o atual máximo de sempre desde que foi criado.

Ao nível cambial, o euro abriu esta manhã em baixa no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,0982 dólares, contra 1,1049 dólares no fecho de sexta-feira.

O Banco Central Europeu (BCE) fixou na sexta-feira o câmbio de referência da divisa europeia em 1,0967 dólares.

A principal referência desta segunda-feira vai ser a bolsa de Atenas, que reabriu hoje depois de ter estado fechada cinco semanas com uma queda de 22,87%, com esta sessão a ter operações ilimitadas para os investidores estrangeiros, mas com muitas restrições para os nacionais devido à manutenção do controlo de capitais, vigente desde 29 de junho.

A bolsa grega fechou a 29 de junho, no mesmo dia que os bancos gregos, depois do BCE ter recusado subir o 'plafond' de empréstimos através do mecanismo de liquidez de urgência denominado ELA nas siglas em inglês (Emergency Liquidity Assistance), em resposta à rutura das negociações entre a Grécia e os credores e a convocação de um referendo para 5 de julho, que posteriormente aprovou aceitar o plano de resgate proposto ao país.

Entretanto, os mercados continuam atentos às negociações numa nova 'corrida contra relógio' entre Atenas e os credores sobre o terceiro resgate, que se prevê que seja de até 86 mil milhões de euros e a três anos e cujas condições o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, espera melhorar.

Segundo o ministério das Finanças grego, as negociações estão a decorrer num "ambiente muito bom" e "fluido".

Apesar da existência de numerosos obstáculos, os credores bem como Tsipras querem concluir as negociações antes de 18 de agosto para evitar um novo empréstimo intercalar, que seria necessário para fazer frente a pagamentos devidos pela Grécia ao BCE.

Nos Estados Unidos, o bom andamento da economia faz prever que os fabricantes de automóveis darão hoje a conhecer 'bons dados' das vendas no mês de julho, ainda que o que mais preocupa os investidores seja o momento escolhido pela Reserva Federal norte-americana para subir as taxas de juro.

O barril de petróleo Brent, para entrega em setembro, abriu hoje em baixa, a cotar-se a 51,66 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, menos 1,05% do que no encerramento da sessão anterior.

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    Os analistas já esperavam uma forte queda das operações (atingiu os 23%), dado que os investidores nacionais, privados e institucionais estão sujeitos a fortes restrições devido ao controlo de capitais que estão em vigor no país