Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Banco de Portugal reconduz Máximo dos Santos no BES mau

  • 333

Alberto Frias

Quando assumiu o cargo, há um ano, Luís Máximo dos Santos já tinha presidido à comissão liquidatária do Banco Privado Português (BPP)

O Banco de Portugal prolongou o mandato de Máximo dos Santos à frente do BES, o veículo que ficou com os ativos considerados problemáticos do ex-BES, segundo a informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O mandato foi "prorrogado" a partir desta segunda-feira "até ao prazo máximo de um ano" ou até "à data da revogação da autorização do Banco Espírito Santo" e, além de Máximo dos Santos, estende-se aos outros membros do conselho de administração e de fiscalização.

Ficam assim prorrogados os mandatos do presidente do conselho de administração, Luís Máximo dos Santos, e dos vogais, César Bento Brito e Miguel Morais Alçada, assim como dos membros da Comissão da Fiscalização, José Vieira dos Reis, Rogério Manuel Fernandes Ferreira e Vítor Manuel G. Pimenta e Silva.

Há precisamente um ano, a 3 de agosto de 2014, o Banco de Portugal, através de uma medida de resolução, tomou conta da instituição fundada pela família Espírito Santo e anunciou a sua separação, ficando os ativos e passivos de qualidade num “banco bom”, denominado Novo Banco, e os passivos e ativos tóxicos no BES, o “banco mau”, sem licença bancária.

Também há precisamente um ano, o Expresso noticiou que Luís Máximo dos Santos, presidente da comissão liquidatária do Banco Privado Português (BPP), ia presidir ao “banco mau”, facto entretanto confirmado oficialmente.

Licenciado e mestre em Direito, Máximo dos Santos é quadro do Banco de Portugal, onde ingressou como jurista desde 1992. Em maio de 2010 aceitou a tarefa de presidir à comissão liquidatária do BPP, contando também com António Silva Ferreira e Manuel Mendes Palmo, ambos quadros do Banco de Portugal.

Máximo dos Santos foi docente do Instituto Europeu da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL) desde a criação do mesmo, em 1986, onde permaneceu até 2010. Também lecionou na FDUL entre 1985-1999, tendo regido diversas disciplinas da área jurídico-económica, entre outras actividades de docente.

No seu currículo acumula ainda experiência enquanto presidente do Grupo de Trabalho para a Reavaliação dos Benefícios Fiscais em 2005 e membro da Estrutura de Coordenação da Reforma Fiscal (ECORFI), de 2000 a 2001, para dar alguns exemplos.

Foi ainda vogal do Conselho Superior de Magistratura entre 1999 e 2009, assim como do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais de 1997 até 1999. Para ambos os cargos foi eleito pela Assembleia da República.