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Guerra aberta no Montepio em véspera de Assembleia Geral

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Tomás Correia deverá ser substituído por José Félix Morgado. Críticos dizem que esta é uma solução de continuidade

Luís Barra

Investigação dos reguladores e críticas à lista proposta para a administração dominam a polémica

As notícias de suspeitas e investigações envolvendo o Montepio sucedem-se a um ritmo quase diário à medida que se aproxima a Assembleia Geral da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG).

No dia 5 de agosto será votada a lista de nomes para os órgãos sociais, que propõe José Félix Morgado, ex-presidente-executivo da Inapa, para liderar o conselho de administração (CA) do Montepio. António Tomás Correia, que preside ao banco há sete anos, deixa a presidência da instituição mas fica como presidente da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG), que detém a CEMG. E já anunciou que se vai recandidatar a este cargo.

Mas o que deveria ser um virar de página para o Montepio, com a separação da gestão da CEMG e do seu maior acionista, está a ser marcado por críticas e acusações. “Os nomes foram escolhidos pela administração cessante. Preocupa-me. Quando quem entra é escolhido por quem sai, abre a porta à suspeita de que quem sai quer esconder alguma coisa”, diz António Godinho, antigo quadro da CEMG e coautor do livro “Renovar o Montepio”, apresentado na última quinta-feira.

Leia mais na edição deste fim de semana.