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Bolsa grega reabre esta segunda feira e espera-se um dia de perdas

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Cinco semanas depois de ter sido encerrada, a bolsa grega voltará a abrir

Milos Bicanski/GETTY

Cinco semanas depois de ter sido encerrada, a bolsa da Grécia vai voltar a abrir. “A possibilidade de ver uma única ação subir na sessão de amanhã é praticamente zero”, diz um operador

Os olhos estão postos na reabertura da bolsa grega, que está prevista para esta segunda-feira, 3 de agosto, depois de ter estado fechada durante as passadas cinco semanas. Segundo os analistas, espera-se para amanhã um dia de perdas no mercado de capitais da Grécia.

“A possibilidade de ver uma única ação subir na sessão de amanhã é praticamente zero”, disse Takis Zamanis, operador-chefe da Beta Securities, citado pela Reuters. Segundo os operadores da bolsa, esta segunda-feira poderá haver uma quebra de pelo menos 20% no principal índice de Atenas.

A bolsa grega encerrou a 29 de junho, com o principal índice a fixar-se nos 797,52 pontos, poucas horas antes de o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, anunciar um referendo sobre as condições do resgate exigidas pelos credores da Grécia.

Os bancos encerraram também nessa altura e três semanas depois, a 20 de julho, reabriram, ainda que com algumas limitações. Os levantamentos e transferências internacionais de dinheiro continuam sujeitos a um controlo apertado e os gregos só podem levantar 420 euros por semana.

Desde dezembro, cerca de 40 mil milhões de euros foram retirados dos bancos, de acordo com a associação de bancos. E segundo notícias divulgadas este domingo, as quatro maiores instituições de crédito – Banco Nacional, Pireu, Alpha e Eurobanco – vão ser sujeitos a uma análise à qualidade do balanço dos seus ativos no final do mês.

Seguem-se testes de 'stress' no outono para determinar as necessidades de recapitalização de cada um dos bancos com recurso aos fundos de resgate europeus.

As autoridades gregas querem concluir a operação antes de os novos regulamentos europeus entrarem em vigor, a 1 de janeiro. A partir de 2016, os custos de recapitalização dos bancos serão assegurados sobretudo pelos seus acionistas e depositantes, e não pelos contribuintes europeus, um processo conhecido como "bail-in".

A imposição de um controlo de capitais e o encerramento dos bancos e da bolsa, a 29 de junho, teve então como objetivo proteger a banca dos levantamentos de depósitos em grande quantidade, à medida que os gregos ficavam cada vez mais preocupados com o futuro económico e financeiro do seu país.

A reabertura da bolsa grega a 3 de agosto foi confirmada na passada sexta-feira pelo ministério das finanças da Grécia.