Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Bruxelas em sintonia com o FMI sobre alívio da dívida grega

  • 333

FOTO JOHN THYS/AFP/Getty Images

A Comissão Europeia diz que os apelos do Fundo Monetário Internacional sobre a necessidade de aliviar a dívida grega é “totalmente compatível” com a agenda de Bruxelas para a negociação do terceiro resgate

Não é novidade que todos os credores reconhecem a necessidade de se aliviar a dívida grega. Mas falta ainda um compromisso. Esse é precisamente um dos aspetos que está a impedir que o Fundo Monetário Internacional (FMI) contribua já financeiramente para o terceiro resgate.

A Comissão Europeia (CE) garante, porém, que o apelo da instituição liderada por Christine Lagarde para todos os membros da troika e o executivo grego alcançarem um compromisso ao nível do alívio da dívida helénica é “totalmente compatível” com a agenda de Bruxelas para a negociação do terceiro resgate.

“É claro que o FMI tem um conjunto diferente de procedimentos e um calendário diferente. Mas há um processo de dois estágios e isso é linha com o que foi discutido na cimeira da zona euro e que resultou na declaração final, e que também é totalmente compatível com a agenda da UE”, declarou esta sexta-feira Mina Andreeva, porta-voz da Comissão Europeia.

A responsável realçou que Bruxelas espera concluir as negociações sobre o terceiro resgate com a colaboração do FMI, embora só considere “mais tarde” a questão do alívio da dívida grega.

A posição da Comissão Europeia surge em linha com as declarações recentes de Alexis Tsipras, que disse esperar que os credores alcancem um compromisso a esse nível em novembro, após a primeira avaliação ao programa de ajustamento.

Do lado alemão continua o maior obstáculo para a Grécia. Angela Merkel insiste em dizer não ao perdão clássico da dívida grega, embora admita um alívio da mesma. Além da líder do FMI, também o presidente do BCE, Mario Draghi, já chamou a atenção para a necessidade de resolver esta questão.

O FMI sustentou num relatório, divulgado em meados deste mês, que é vital um “alívio significativo” da dívida helénica de forma a torná-la sustentável. Também um relatório da Comissão Europeia revelou "sérias preocupações" do Executivo comunitário sobre a sustentabilidade da dívida helénica, defendendo igualmente a necessidade de um "alívio substancial" da mesma e a extensão das maturidades dos empréstimos. No entanto, Bruxelas alertou que será necessário o compromisso do lado grego para levar a cabo um sério programa de reformas.

  • Sexta-feira longa em Atenas

    É dado um novo passo nas negociações esta sexta-feira, com a reunião dos ministros gregos das Finanças e da Economia com os chefes da missão da troika. Alexis Tsipras vai dar explicações no Parlamento sobre o plano B, que foi revelado esta semana

  • Syriza aprova congresso extraordinário em setembro

    Reunião do comité central do Syriza foi marcada por uma dura troca de acusações. Tsipras destacou as “pequenas vitórias” do governo grego, enquanto a ala mais à esquerda acusou o primeiro-ministro helénico de aceitar a “ditadura do euro” e de assumir um comportamento “infantil e surreal”