Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Xangai sai do vermelho

  • 333

FOTO JOHANNES EISELE/GETTY

Depois de três sessões consecutivas a cair, o índice composto da Bolsa de Xangai regressou a terreno positivo esta quarta-feira, subindo mais de 3%

A Bolsa de Xangai saiu do vermelho. Depois de três sessões consecutivas a cair, o índice composto da Bolsa de Xangai, a mais importante da China e uma das mais importantes da Ásia, fechou esta quarta-feira em terreno positivo, subindo 3,47%.

Nas três anteriores sessões, o índice perdeu, em termos acumulados, 11,45% da sua capitalização. Desde o pico da bolha bolsista chinesa a 12 de junho, o índice perdeu 29% até ao fecho de terça-feira. A segunda pior sessão desde 2000 registou-se na “segunda-feira negra”, 27 de julho, com uma quebra de 8,48%.

A Bolsa de Tóquio fechou no vermelho, com o índice Nikkei 225 a cair 0,13%. O índice de Tóquio está há quatro sessões consecutivas a cair.

Mercado de capitais chinês é dominado por entidades públicas
Apesar do impacto psicológico internacional do crash na Bolsa de Xangai na segunda-feira, é preciso referir que o efeito na economia chinesa é limitado. “A China não tem uma cultura bolsista. As ações representam, apenas, 12% dos ativos das famílias chinesas. O financiamento através do mercado de ações representa 5% do total das empresas não financeiras na China”, refere o analista norte-americano Marc Chandler.

No entanto, sublinha Chandler que “a função do mercado de capitais na China é diferente da que se verifica nos EUA ou mesmo na Europa e no Japão”. “O papel na China é juntar e reciclar as poupanças das famílias em direção às grandes empresas estatais cotadas. Os investidores institucionais – como fundos mutualistas, fundos de pensões, companhias de seguros, agentes do mercado e investidores estrangeiros – representam, apenas, 10% na China. As entidades públicas chinesas dominam o mercado de ações chinês, em cerca de 85%”, explica o analista.

  • Bolsa de Xangai volta a fechar no vermelho

    Depois de uma “segunda-feira negra” com um trambolhão de quase 8,5%, o índice composto da principal Bolsa da China fechou esta terça-feira com uma quebra de 1,7%. Derrocada bolsista regista 29% desde o pico da bolha a 12 de junho

  • Trambolhão na Bolsa de Xangai

    O índice composto da principal bolsa chinesa caiu esta segunda-feira 8,48%, a segunda maior queda diária desde 2000. A 26 de junho passado fechara com uma queda de 7,4%