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Sonae Indústria reduz prejuízos

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Rui Correia, presidente executivo da Sonae Indústria

Lucília Monteiro

Depois de sucessivos trimestres no vermelho, a empresa conclui plano de reestruturação e fala de "break even ao nível do resultado líquido"

A Sonae Indústria fechou o primeiro semestre com um resultado líquido negativo de 20 milhões de euros, o que representa uma melhoria de 48% face à performance registada nos primeiros seis meses do ano passado, anunciou esta quarta-feira a empresa.

"Neste primeiro semestre completamos a execução do plano de reestruturação do nosso footprint industrial, permitindo à empresa focar-se na otimização da competitividade das unidades estratégicas", afirma o presidente executivo da empresa, Rui Correia, em comunicado enviado à CMVM.

"A significativa melhoria operacional conduziu ao atingimento do break even ao nível do resultado líquido das operações continuadas neste segundo trimestre, valor que compara com os seus milhões de euros negativos registados no trimestre homólogo de 2014", refere o comunicado.

O volume de negócios da empresa fechou o semestre nos 528 milhões, o que representa uma quebra ligeira (0,2%) face aos primeiros seis meses de 2014, mas numa base trimestral, as vendas entre abril e junho cresceram 2% comparativamente a período homólogo e "a evolução foi ainda mais significativa (5%) se comparado com o primeiro trimestre de 2015", sublinha a empresa.

Para esta evolução, diz a direção da Sonae Indústria, contribuiu o aumento do volume de vendas, mas também o aumento do preço médio de venda, a beneficiar da evolução cambial no Canadá e África do Sul face ao euro.

O lucro operacional mais do que triplicou para 19 milhões de euros, contra os seis milhões do primeiro semestre do ano passado, traduzindo "melhorias operacionais resultantes do processo de reorganização da Sonae Indústria", refere o comunicado.

Num semestre em que a empresa vendeu unidades em França e Espanha, de forma a cumprir o seu plano de reestruturação, e investiu 7 milhões de euros nas suas "unidades mais eficientes", a dívida líquida registou uma redução de 90 milhões de euros face aos primeiros seis meses de 2014, o EBITDA recorrente cresceu 16%, para os 54 milhões de euros , os custos fixos tiveram uma redução de três milhões de euros e o índice médio de utilização da capacidade de produção aproximou-se dos 80%.

Na analise do desempenho, a direção da Sonae Indústria considera que os resultados refletem "a execução planeada de otimização da presença industrial da Sonae Indústria, abrindo novas perspetivas de desenvolvimento futuro".