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Ricardo Salgado proibido de contactar restantes arguidos no processo

Os restantes seis arguidos são suspeitos dos crimes de falsificação, falsificação informática, burla qualificada, abuso de confiança, fraude fiscal, corrupção no setor privado e branqueamento de capitais

O ex-presidente do BES Ricardo Salgado, que está em prisão domiciliária com vigilância policial, encontra-se proibido de contactar os restantes arguidos das investigações relacionadas com o "Universo Espírito Santo", informou este sábado a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na sequência do requerimento do Ministério Público, Ricardo Espírito Santo Silva Salgado foi na sexta-feira presente ao juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), no âmbito das investigações relacionadas com o denominado "Universo Espírito Santo".

"O arguido foi indiciado por factos suscetíveis de integrarem os crimes de burla qualificada, falsificação de documentos, falsificação informática, branqueamento, fraude fiscal qualificada e corrupção no setor privado", refere a PGR em comunicado.

"O juiz decidiu aplicar ao arguido a medida de coação de obrigação de permanência na habitação (sem sujeição a vigilância eletrónica), dela não se podendo ausentar sem autorização do tribunal", refere a PGR, acrescentando que "foi ainda fixada a proibição de contactos, designadamente com os restantes arguidos no processo".

Foi ainda determinada a comunicação à PSP das medidas aplicadas, "tendo solicitado a vigilância adequada a assegurar o cumprimento das obrigações impostas", acrescenta.

"As medidas de coação foram aplicadas com fundamento na existência de perigo de fuga e de perigo de perturbação do inquérito e da aquisição e conservação da prova", refere ainda a PGR, acrescentando que o "inquérito, que corre termos no Departamento Central de Investigação e Ação Penal, encontra-se em segredo de justiça".

Ricardo Salgado foi inquirido desde as 09h30 de sexta-feira, pelo juiz Carlos Alexandre, e já tinha sido interrogado e constituído arguido pelo Ministério Público, na segunda-feira, no âmbito da investigação "Universo Espírito Santo".

Segundo uma nota anterior da PGR, no âmbito da investigação "foram constituídos seis arguidos", estando "em causa a suspeita da prática de crimes de falsificação, falsificação informática, burla qualificada, abuso de confiança, fraude fiscal, corrupção no setor privado e branqueamento de capitais".