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Lucro da Impresa recua para os 672 mil euros

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Forte redução das receitas geradas pelos concursos telefónicos na SIC condiciona resultados da empresa no primeiro semestre

O grupo Impresa, proprietário do Expresso, da SIC e da Visão, fechou o primeiro semestre de 2015 com um lucro de 672 mil euros. Um desempenho que traduz uma quebra de 88,7% face ao lucro de €5,9 milhões obtido no mesmo período do ano passado.

Na base desta redução esteve a quebra de 37,7% (ou seja, quase €10 milhões) que o grupo sofreu nas "outras receitas", onde se incluem os encaixes relacionados com os concursos televisivos com participação telefónica.

"O primeiro semestre de 2015 da Impresa foi fortemente marcado pela redução das receitas de concursos com participação telefónica (…), que representou mais do que a redução global das receitas. Para este facto contribuiu não só um valor comparativo muito elevado no primeiro semestre de 2014, mas também o acordo de autorregulação assinado pelas três estações generalistas em junho de 2014, e ainda o barramento de chamadas para a numeração 760, que cessou no passado mês de abril", contextualiza o grupo no comunicado divulgado esta quinta-feira de tarde.

A Impresa sublinha, no entanto, que o impacto desta conjuntura de quebra de receita já foi atenuado no segundo trimestre do ano: neste período, não só a diminuição das receitas dos concursos telefónicos foi menor, como o resultado líquido da empresa se situou nos €3,5 milhões, a traduzir uma quebra homóloga de 26,1%.

No acumulado do semestre, as receitas totais da Impresa situaram-se nos €111,4 milhões, ou seja, menos 6,6% do que no período homólogo. Os custos operacionais do grupo também recuaram, 1,7%, para 101,2 milhões. O EBITDA caiu 37,4% para os €10,2 milhões.

Na discriminação por áreas de negócio, a televisão foi a que apresentou a maior quebra de receitas, com um recuo de 7,5%, para os €83,5 milhões. Ainda assim, neste período o universo de canais SIC conseguiu apresentar um acréscimo de receitas de 12,2% na subscrição de canais. O EBITDA do negócio da televisão recuou 40,4% para os €10,3 milhões.

No segmento de publishing registou-se uma diminuição de receitas de 3%, para os €27,2 milhões. A queda de custos desta área de negócio (menos 5,2%) permitiu, no entanto, compensar a perda de proveitos e aumentar o EBITDA desta área de negócio em 52,2%, para €1,6 milhões.

No total da operação do grupo, as receitas publicitárias apresentaram uma ligeira redução face primeiro semestre de 2014, com uma quebra de 1%, para os €58,6 milhões. Ainda assim, segundo as informações avançadas pelo grupo, este comportamento não impediu o grupo de reforçar a sua quota de mercado no primeiro semestre do ano, "principalmente no segundo trimestre".

Apesar de pressionada pela quebra de receitas no arranque de 2015, a Impresa manteve neste primeiro semestre a tendência de redução da sua dívida, que caiu mais 0,4%, para os €200,4 milhões.

No comunicado divulgado esta quinta-feira, a Impresa indica que apesar da quebra do primeiro semestre, "já prevista nas perspetivas para 2015", o grupo "mantém a expectativa de realizar um segundo trimestre em linha com o ano transato, bem como de continuar a redução do seu passivo remunerado".