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Grupo Pearson negoceia venda do “Financial Times” ao grupo alemão Axel Springer

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A sede do Financial Times, em Londres

PETER NICHOLLS / Reuters

Dona do FT confirma estar em “negociações avançadas” para vender a unidade de negócio que detém o jornal e 50% da editora da revista “Economist”

O grupo alemão Axel Springer está em negociações avançadas com o grupo Pearson para a compra do “Financial Times” (FT). A operação, que tinha sido adiantada como possibilidade na segunda-feira pela “Bloomberg”, foi confirmada esta quinta-feira pelo próprio FT, citando fontes próximas ao processo.

Em cima da mesa está a venda da unidade de negócio Financial Times Group, através da qual o grupo Pearson detém o FT, entre outros títulos, e uma participação de 50% na editora da revista “Economist”.

Segundo as fontes citadas pelo FT, "o grupo de media japonês Nikkei também discutiu a possível compra do FT com o grupo Pearson nas últimas semanas, mas as conversações com a Axel Springer estão mais adiantadas".

O grupo Pearson confirma, de resto, estar "em negociações avançadas" para a venda do Financial Times Group, embora não confirme a identidade do potencial comprador. A Axel Springer - proprietária de títulos como o “Bild” ou o “Die Welt” e um dos maiores grupos europeus de comunicação - recusa comentar o assunto.

Segundo as informações avançadas no início da semana pela “Bloomberg”, a decisão do grupo Pearson de alienar esta unidade de negócio estará relacionada com o facto de a empresa ter decidido centrar o seu foco nas áreas de negócio mais diretamente relacionadas com a educação. A mesma fonte indicava que a operação poderia ser fechada por valores na ordem dos 1,5 mil milhões de euros.

No último ano, o “Financial Times” teve uma média de circulação de cerca de 720 mil exemplares por edição, dos quais perto de 70% provêm de assinaturas digitais.