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Preço do ouro estabiliza, mas o mercado continua fragilizado depois da jogada de segunda-feira

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As flutuações do preço do ouro tem sido uma constante nos últimos anos

Michael Dalder / Reuters

Bastou um minuto: uma “enchente” súbita de vendas de ouro em Nova Iorque e Xangai mexeu acentuadamente com os preços

O preço do ouro estabilizou esta terça-feira depois de ter sofrido uma queda de 4% no dia anterior. Mas os analistas continuam a apostar na continuação das quedas, destacando a pressão de um dólar forte e depois de esta segunda-feira várias empresas terem recorrido a táticas de venda contínua a preços baixos para forçar a descida do preço, que atingiu o valor mais baixo em cinco anos.

A “enchente” súbita de vendas teve lugar em Nova Iorque e Xangai durante horas de trocas ilíquidas, em que há poucas transações. No espaço de um minuto, logo após a abertura da Shangai Gold Exchange - o maior centro de venda e compra de ouro da China -, milhares de ordens de venda inundaram o mercado.

Em Nova Iorque aconteceu o mesmo: no espaço de um minuto os preços desceram acentuadamente. Os analistas dizem que o facto de os mercados japoneses estarem encerrados devido a um feriado teve influência na descida da cotação.

Esta terça-feira, o valor do ouro parece ter estabilizado, mas a verdade é que o mercado encontra-se fragilizado depois da jogada de segunda-feira. Tudo indica que as vendas foram feitas por entidades chinesas.

A China ocupa atualmente o 6º lugar na lista de reservas de ouro mundial, resultado de um investimento substancial na compra e venda de ouro nos últimos anos a nível mundial. Em Portugal, o fenómeno levou à abertura de inúmeras lojas de compra de ouro, que entretanto foram fechando à medida que os preços começaram a descer.

Além de compradora e vendedora de ouro, a China também investe em paládio ou a platina, o que lhe garante uma posição privilegiada no mercado das matérias-primas.