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Grupo Pearson estuda venda do “Financial Times”

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Venda do título de informação económica pode render cerca de 1,5 mil milhões de euros, segundo fontes citadas pela Bloomberg

O grupo britânico Pearson, proprietário do “Financial Times”, está a analisar a possível venda do jornal, na sequência de várias manifestações de interesse que recebeu por parte de potenciais compradores.

A informação foi avançada esta segunda-feira de tarde pela Bloomberg, citando fontes próximas do processo que - apesar de sublinharem não estar formalmente aberto o processo de venda do jornal - situam a fasquia para a eventual operação em valores na ordem dos 1,5 mil milhões de euros.

A notícia avançada pela Bloomberg dá como potenciais interessados na operação nomes como o do grupo alemão Axel Springer (proprietário de títulos como o “Bild” ou o “Die Welt” e um dos maiores grupos europeus de comunicação) e investidores asiáticos ou do Médio Oriente.

A possível venda do “Financial Times” tem sido alvo de rumores recorrentes e já em 2013, por exemplo, foi noticiada a existência de negociações com o magnata dos media Rupert Murdoch. As informações foram, no entanto, formalmente desmentidas na altura pelo grupo Pearson, que então classificou o “Financial Times” como um ativo estratégico para o grupo.

Na base da decisão da empresa de avaliar agora a possível alienação do jornal estará o facto de o grupo Pearson ter decidido centrar o seu foco nas suas áreas de negócio mais diretamente relacionadas com a educação.

A Bloomberg recorda, no entanto, que no final do ano passado, o “chief financial officer” do grupo Pearson, Robin Freestone, garantiu que a venda do jornal não era uma prioridade para o grupo, apesar de reconhecer que a propriedade do “Financial Times” não era essencial para a estratégia global da empresa.

No último ano, o “Financial Times” teve uma média de circulação de cerca de 720 mil exemplares por edição, dos quais perto de 70% provêm de assinaturas digitais.