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Deco acusa Barclays de violar lei do incumprimento

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Falta de identificação de casos de incumprimento e ausência de soluções para pagamentos em atraso é o que está em causa na acusação da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor contra o banco

A Deco - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor acusa o Barclays de não detetar riscos de entrada em incumprimento no pagamento de créditos, nem procurar soluções para os atrasos nos pagamentos das prestações. O Barclays recusa estas acusações e diz que cumpre a legislação, de acordo com o "Jornal de Negócios" desta quinta-feira.

Natália Nunes, responsável na Deco pelo Gabinete de Apoio ao Sobreendividado, refere que nos pedidos de ajuda que chegam à associação "em regra há pelo menos um cartão Barclaycard", acrescentando que "não há nenhuma situação em que a legislação seja cumprida".

Segundo a responsável, há dois tipos de situações: uma de consumidores que contactam a Deco depois de falarem com o Barclays e outra de consumidores que pedem a intervenção direta da associação. Em ambos os casos, "há uma ausência de resposta do banco", remata.

"O banco nem deteta sinais de risco de entrada em incumprimento (Plano de Acção para o Risco de Incumprimento) nem inclui os clientes em PERSI (Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento) depois de estarem em incumprimento", diz Natália Nunes, avançando que o Barclays é a entidade mais reclamada no crédito ao consumo junto do Banco de Portugal.

De acordo com o "Jornal de Negócios", o banco recusa as acusações. "O Barclays refuta liminarmente as ausações alegadamente feitas pela Deco. Em relação à integração de clientes em PARI e PERSI, o Barclays cumpre integral e escrupulosamente o quadro legal e regulamentar em vigor, privilegiando sempre a procura de uma solução que responda às necessidades dos seus clientes"