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Paulo Macedo "vende" saúde portuguesa na Alemanha

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O ministro da Saúde defendeu numa conferência na Alemanha que Portugal tem condições não só para atrair investimento direto germânico mas também para ampliar as exportações e fazer novas parcerias

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, garantiu esta quarta-feira em Rostock, na Alemanha, que a saúde portuguesa tem todas as condições para se internacionalizar, referindo que "há possibilidads de negócio muito concretas".

Durante uma conferência sobre economia da saúde em Rostock, em que Portugal é o país convidado, Paulo Macedo chamou a atenção para várias oportunidades de cooperação com a Alemanha no domínio da saúde.

Além da "exportação" de enfermeiros para a Alemanha, Portugal poderá aproveitar os laços com outros países lusófonos para potenciar novos negócios entre empresas portuguesa e alemãs.

De acordo com os números apresentados por Paulo Macedo, as exportações portuguesas para a Alemanha no sector da saúde ascenderam a 177 milhões de euros em 2014, mas têm permanecido relativamente estáveis nos últimos anos, pelo que há espaço para ampliar esse valor.

"Portugal pode ser uma porta de entrada para os mercados da CPLP. Por exemplo, os medicamentos registados em Portugal, no Infarmed, têm acesso a Angola", declarou Paulo Macedo.

Lembrando que Portugal já recebeu vários investimentos de peso oriundos da Alemanha, como são os casos da Autoeuropa e da Siemens, o ministro da Saúde convidou as empresas alemãs a estudar várias possibilidades de investimento em Portugal.

Segundo o governante, o investimento em empresas portuguesas de serviços de saúde, a criação de consórcios de investigação e a aposta no turismo sénior podem ser oportunidades a seguir com atenção pelos investidores alemães. "Portugal reconhece o investimento alemão como sendo distintivo", referiu Paulo Macedo.

Na sua intervenção, Paulo Macedo admitiu que Portugal ainda precisa de evoluir em algumas áreas da saúde, mas sublinhou que de forma geral os indicadores do país na saúde comparam bem com os indicadores internacionais. "Hoje em dia temos um número de médicos que compara bem com qualquer país da OCDE", ilustrou o ministro.