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Sonangol diz que não está em falência técnica

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A petrolífera estatal angolana Sonangol emitiu um comunicado a dizer que não está em falência técnica. A Sonangol tem participações acionistas diretas em muitas empresas portuguesas, desde a banca, ao sector petrolífero

O presidente da Sonangol, Francisco de Lemos José Maria, rejeitou publicamente o cenário que indiciava que a petrolífera estatal angolana estaria em falência técnica. A situação da Sonangol tem sido comentada internacionalmente - o Expresso noticiou recentemente um documento interno que dava conta do risco de falência - devido ao impacto desfavorável que a queda da cotação internacional do petróleo tem tido nas contas da empresa em Luanda. Com o preço do barril de petróleo longe dos 110 dólares - negociados de junho de 2014 -, a Sonangol teve de ajustar muitos projetos industriais ao atual patamar de preços de mercado do petróleo - esta semana foi iniciada com a cotação do petróleo Brent situada entre os 58 e os 59 dólares por barril.

Já em 2014 a produção angolana de petróleo tinha caído 2,6 por cento face ao ano anterior, situando-se nos 1,67 milhões de barris por dia. No entanto, como a queda das cotações internacionais do petróleo foi muito grande em 2014, os lucros da Sonangol registaram uma descida de 77%, ficando-se pelos 710 milhões de dólares (cerca de 626 milhões de euros), contra mais de 3 mil milhões de dólares no ano anterior, o que obrigou a reavaliar muitos projetos em que a Sonangol estava comprometida.

O próprio presidente da Sonangol reconheceu publicamente que 2014 foi um ano "bastante difícil" para a empresa e para o sector petrolífero de Angola. Confrontado com o excesso de oferta de petróleo no mercado internacional, e também devido a limitações técnicas dos próprios campos petrolíferos locais - problemas na substituição de tubagens e a paragem da unidade de gás natural liquefeito no norte do país -, Angola teve dificuldade em colocar petróleo nos mercados, registando em março de 2014 o nível mais baixo de produção, com 1,47 milhões de barris por dia. Apesar da produção angolana ter aumentado ligeiramente no segundo semestre de 2014, a cotação do petróleo em dezembro do ano passado caiu para valores inferiores a 58 dólares por barril, afetando fortemente a receitas do segundo semetre.

No ano anterior, em 2013, Angola tinha registado uma produção petrolífera média de 1,71 milhões barris de petróleo por dia. Segundo dados ainda provisórios, as vendas totais da Sonangol em 2014 caíram 11%, baixando para 36.476 milhões de dólares.