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Bolsa chinesa sobe pela terceira sessão consecutiva

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Desde quinta-feira, as ações transacionadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen valorizaram 13%, recuperando cerca de um terço da queda registada nas três semanas anteriores e cujo impacto se repercutiu à escala mundial

A bolsa chinesa voltou hoje a subir (2,39%), pelo terceiro dia consecutivo, após as medidas tomadas na semana passada pelo governo para tentar estabilizar o mercado.

Desde quinta-feira, as ações transacionadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen valorizaram 13%, recuperando cerca de um terço da queda registada nas três semanas anteriores e cujo impacto se repercutiu à escala mundial.

Durante a manhã (hora local), o Índex Composite de Xangai excedeu os 4.000 pontos, mas no fim da sessão, fixou-se nos 3.970 pontos.

Um analista citado pela agência noticiosa oficial Xinhua admitiu, contudo, que "o mercado poderá oscilar nos próximos dois dias".

"Será necessário algum tempo para dissipar o pânico e restaurar a confiança", indicou uma empresa do setor, citada também pela Xinhua.

Mais de mil das 2.700 empresas cotadas suspenderam, entretanto, a venda de açoes, as maiores corretoras criaram um fundo de estabilização e o banco central introduziu mais liquidez no mercado.

Ilustrando o empenho do governo em conter a queda da bolsa, um vice-ministro da Segurança Publica deslocou-se à Comissão Reguladora do mercado de capitais para investigar eventuais "transações maliciosas".

A China é a segunda economia mundial e cerca de 90 milhões de chineses investem parte das suas poupanças na Bolsa.

Durante um ano, até meados de junho passado, o valor das ações transacionadas nas duas bolsas do país mais do que duplicou, atraindo continuamente novos investidores.

Mas logo a seguir começaram a cair acentuadamente, até cerca de 30%, arrastando uma desvalorização de mais de 3 biliões de dólares.

Foi a maior queda desde a crise financeira global de 2008.