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A “matemática” por trás da venda da TAP

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Humberto Pedrosa detém a maioria do capital da TAP, Neeleman a maioria dos direitos económicos

José Carlos Carvalho

Ao abrigo da lei, Neeleman pode ter mais direitos económicos. Mas há quem lhe chame “engenharia jurídica”

Parte do racional que está na base do parecer favorável que o Governo encomendou à sociedade de advogados britânica Freshfields, relativo à constituição do consórcio Atlantic Gateway na compra de 61% da TAP, é uma questão de matemática, uma regra de três simples. A Comissão Europeia (CE), que tem a última palavra sobre a concretização deste negócio, deverá também analisar estas contas.

Vamos a números. Humberto Pedrosa detém 50,1% do consórcio e o norte-americano e brasileiro David Neeleman os restantes 49,9%. Os investidores não-europeus não podem ser maioritários nas companhias europeias e o facto de o empresário português deter a maioria das ações pode servir para ‘sossegar’ eventuais dúvidas comunitárias. 

Leia mais na edição deste fim de semana.