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O que quer a CIP do próximo Governo?

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António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP)

Pedro Nunes/Lusa

"Que crie  condições para libertar o potencial das empresas de forma a atingir os objetivos do crescimento económico e da criação de emprego", responde o presidente da CIP, António Saraiva

O que quer a CIP-Confederação Empresarial de Portugal do novo Governo?  O presidente António Saraiva, responde. "Que crie  condições para libertar o potencial das empresas de forma a atingir os dois grandes objetivos de política económica e social para o nosso país: o crescimento económico e a criação de emprego".

Foi com esta declaração que António Saraiva terminou o discurso que marcou a abertura esta quinta-feira do 2 º Congresso das Empresas e Atividades Económicas que hoje e amanhã decorre no Centro de Congressos de Lisboa.

Para António Saraiva, "o desemprego é o problema social mais grave que o país enfrenta e que só pode ser combatido por um novo ciclo de crescimento". 

O valor da estabilidade

Quatro anos depois, centenas de empresários e gestores voltam a reunir-se hoje e amanhã para discutir o caderno de encargos que a CIP levará ao governo que sairá das próximas eleições. Primeiro, os patrões defendem estabilidade govenativa, previsibilidade legislativa e um quadro fiscal amigo do investimento.

Na frente das reformas, uma redução seletiva e acentuada da Taxa Social Única, uma ampla revisão da legislação laboral, eliminando, por exemplo, os limite das rescisões amigáveis para efeitos de subsídio de desemprego. No domínio fiscal, a CIP defende  o regresso  do IVA na restauração aos 13%, o fim da sobretaxa e revisão dos escalões de IRS e medidas que favoreçam a capitalização das empresas. 

A resiliência do tecido empresarial

Na sua intervenção, António Saraiva recordou que na altura do 1º congresso, em novembro de 2011, o país vivia "um período de emergência". A "capacidade de decisão dos agentes políticos estava fortemente condicionada pelo exterior" e toda a "atenção estava focada no curto prazo, na correção dos desequilíbrios que tinham destruído a confiança externa na nossa economia".

Mas, hoje o ambiente é mais favorável. "Graças à resiliência do nosso tecido empresarial, a economia está já a recuperar", regista Saraiva. No entanto, há ainda um longo caminho a percorrer para "colocar o país num novo ciclo de desenvolvimento equilibrado", combinando  "competitividade internacional com o estímulo ao investimento, levando à criação de emprego". 

Para este 2º Congresso, a CIP selecionou quatro temas fraturantes que serão debatidos a longo dos dias dias de congresso: A nova política industrial para o século XXI, o valor económico da saúde, os custos de contexto e as novas formas de financiamento da economia. 

Num quadro de subcapitalização generalizada  do tecido empresarial,  o presidente da CIP defende  novas formas de financiamento para estimular "a modernização do tecido produtivo".  Saraiva defende "a redução do peso do crédito bancário na estrutura financeira das PME"  que deverá ser substituído "por financiamentos de maior estabilidade ou com a natureza de quase capital".