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Armando Pereira: “Não haverá corte de salários nem de regalias na PT”

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FOTO Lucília Pereira

Presidente da PT reconhece a renegociação de contratos com fornecedores, mas nega cortes de 30%

Na primeira entrevista após assumir a presidência da Portugal Telecom (PT), Armando Pereira, acionista da Altice, afirma ao "Diário Económico" que não haverá redução de saláros nem corte das regalias sociais da empresa. Mas, reconhece a  renegociação em baixa dos contratos dos fornecedores e assinala que a PT vai entrar numa fase de forte investimento "muito mais do que ninvestia até agora".

Cortar custos desnecessários

Acerca do corte de custos, Armando Pereira responde: "Estamos a organizar a empresa de uma maneira competitiva, para o futuro. É um objetivo a curto prazo que nos permite investir onde é necessário em Portugal. Se há custos desnecessários estes devem ser cortados".

A PT "vai continuar a investir muito mais do que investia até agora" e os fornecedores "vão ter mais benesses do que tinham até agora", refere.

Segundo Armando Pereira, a PT está a renegociar "com certas empresas para um novo modelo que é o nosso". Até agora "um fornecedor só fazia a prestação de serviço". A partir de agora "vai fornecer, mas também instalar". Quanto ao corte nos contratos, não há um valor definido. Pode ser 30%, como 10% ou nada.

Manter regalias sociais

Sobre as condições e regalias laborais, Armando Pereira é claro: "Não vamos modificar nada do que existia a nível social na PT. Essa foi uma das decisões quando comprámos a empresa".  A promessa aplica-se aos funcionários da PT que estão em casa a receber salário sem terem de ir á empresa. E não haverá corte nos salários.

E quanto à redução de trabalhadores? Não haverá despedimentos coletivos, mas "podem acontecer acordos com pessoas que não aceitem as alterações" que sejam aplicadas. Os sindicatos "estão ao corrente disso".

No plano da Altice, está a uma nova organização administrativa da PT, com a redução do número de empresas. Mas, Armando Pereira descarta a venda de ativos, como o Sapo ou o data center da Covilhã. E garante que a PT Inovação vai  trabalhar com o grupo Altice em determinadas tecnologias. 

A Altice acredita "que a PT vai dar um know-how para o grupo, o que nos permitirá fazer muitas coisas a partir de Portugal", refere o presidente da PT. A proridade, para já, é "racionalizar a estrutura" sem interferir  na estrutura de pessoal. "Não precisamos de tantas empresas",diz Armando Pereira.

E o caso Hernâni?

Quanto ao investimento, a prioridade será a expansão da rede de fibra óptica Centenas de milhões de euros até 2018.

Sem fechar a porta ao interesse na comunicação social em Portugal, Armando Pereira é vago quanto às intenções da Altice e garante que vai manter o investimento em publicidade.

E desvaloriza o diferendo entre a Oi e o intermediário Hernâni Vaz Antunes, seu amigo, que pede 70 milhões de euros à operadora brasileira. "Não temos nada a ver com isso. O intermediário é um problema da Oi", responde o empresário.