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Bolsas caem, mas não é uma hecatombe

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FRANK RUMPENHORST / EPA

Lisboa lidera as perdas das bolsas na Europa, com o PSI20 a recuar 3,26%. A incerteza continua a dominar o espírito dos investidores, mas as praças financeiras caem menos do que na segunda-feira semana passadam quando o sistema financeiro fechou. O maior massacre é nas dívidas públicas

As principais praças financeiras estão em terreno negativo e voláteis, mas com desvalorizações que afastam um cenário de hecatombe, dizem os analistas. Na verdade, as bolsas estão com perdas abaixo dos 3,5%, menos do que na segunda-feira da semana passada, quando os mercados acordaram com a banca e bolsa gregas encerradas, e as descidas situaram-se entre os 5% e os 6%.

A meia da sessão de hoje, o PSI20, principal índice da Bolsa de Lisboa, estava a cair 3,26%, seguido do Ibex-35 de Madrid a perder 2,09%, o Dax de Frankfurt a recuar 1,41% e o Footsie 0,6%. Em Lisboa, a empresa que mais estava a cair, às 13:15, era a Mota & Engil, com uma desvalorização de 5,78%, seguida do BCP (-5,68%). As empresas portuguesas estão todas em terreno negativo.

"Os investidores estão a fugir dos ativos com risco. As bolsas não caem mais porque neste momento também já não há muito para vender e a liquidez é reduzida. A Bolsa de Lisboa a meia da sessão só tinha transacionado 43 milhões de euros, é pouco", afirma um analista de um grande banco português.

O maior massacre nos mercados financeiros está a fazer sentir-se ao nível das taxas de juro das dívidas soberanas a 10 anos, que com excepção da dívida alemã, disparam e atingiram os máximos de 2012. Em Portugal, as "yields" das taxas de juro a 10 anos da dívida soberana estão a subir 17 pontos percentuais (pp) para Portugal, 12 p.p. para Espanha e 10 p.p. para Itália, para a Alemanha estavam a recuar 5 p.p.