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Banco Efisa disputado por três candidatos

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Empresa criada pelo Estado para acomodar os ativos do ex-BPN vai escolher entre três ofertas vinculativas. Na disputa estão portugueses, ingleses e árabes

A venda do Banco Efisa,o banco de investimento do ex-BPN, está na reta final. A Parparticipadas, empresa criada pelo Estado para acomodar a venda de ativos do ex-BPN, recebeu oito propostas de compra, das quais apenas três são vinculativas.

Entre estas últimas estão ofertas da sociedade portuguesa Patris (liderada por Gonçalo Pereira Coutinho), uma gestora de fundos de investimento inglesa e um investidor do Médio Oriente (uma sociedade do Bahrain), apurou o Expresso junto de fonte ligada ao processo. 

A venda do Efisa, que está no mercado pela terceira vez, ao que apurou o Expresso, torna-se urgente de forma a evitar que o Estado continue a suportar as despesas de funcionamento do banco e tenha que injectar mais capital no banco, para manter os rácios equilibrados, embora este não tenha praticamente atividade nova. 

Em comunicado, a Parparticipadas referiu que o passo seguinte será a análise das propostas vinculativas por parte dos assessores financeiros. Ou seja, por parte do Caixa Banco Investimento que poderá escolher até ao final da semana duas das três proposta para negociação. 

 O Banco Efisa está à venda desde 2010 e este é terceiro concurso para vender o banco de investimento do antigo BPN. Abdool Vakil que presidia ao Efisa, antes da nacionalização do BPN (em 2008), chegou a revelar interesse na compra do banco. O Efisa, tem uma licença bancária universal para operar no mercado e não apenas para funcionar como banco de investimento

Entre os restantes candidatos que não apresentaram propostas vinculativas estavam também investidores chineses e norte americanos, além de ingleses, árabes e portugueses.