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Carolina Monteiro vence Primus Inter Pares

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Carolina Monteiro com António Vieira Monteiro e Francisco Pinto Balsemão

Luís Coelho

Aluna a terminar o mestrado em Business Administration do ISCTE Business School foi a primeira classificada na 12ª edição do Prémio Primus Inter Pares, uma iniciativa conjunta do Expresso e do Banco Santander Totta

«Estou tão feliz! Entrei com uma grande energia dentro da sala (para estar frente o júri), libertei a tensão e consegui aproveitar. Gostava de voltar lá para dentro!», contou ao Expresso, Carolina Monteiro, 24 anos, há cerca de um mês, quando esteve na derradeira prova do Prémio Primus Inter Pares (PPIP), uma iniciativa conjunta do Expresso e do Banco Santander Totta.

Asseverou que «não imaginava» chegar até àquele patamar (estar entre os cinco finalistas) quando se candidatou.

Carolina Monteiro, 24 anos, é do Estoril, licenciou-se em Gestão e Engenharia Industrial no ISCTE Busniness School e foi a melhor aluna do seu ano. Está a terminar o mestrado em Sciences in Business Administration na mesma escola, onde está a revelar-se, de novo, a melhor.

Ontem, segunda-feira, sagrou-se vencedora da 12ª edição do PPIP, perante o entusiasmo dos avós e do namorado.

O segundo classificado foi Francisco Mendonça, 22 anos, natural do Porto, onde se licenciou na Faculdade de Economia, seguindo-se o mestrado em Gestão na Nova School of Business and Economics (Nova SBE). Afonso Nunes, 22 anos, lisboeta e com licenciatura e mestrado em Economia no ISCTE Business School, ficou em terceiro. E a quarta posição foi atribuída, ex aequo, a Rita Carvalho, 23 anos, formada em Engenharia Biomédica no Instituto Superior Técnico, onde tirou a licenciatura e o mestrado, e a Rodolfo Nona, 23 anos, licenciado em Gestão pela Nova SBE e mestre em Finanças pela mesma instituição.

Design e culinária

Na cerimónia de entrega dos prémios, no Pestana Palace Hotel, em Lisboa, Carolina revelou que, no futuro, gostaria de abrir o seu próprio negócio na área do design ou da culinária, porque ambos a apaixonam, revelando ser ‘uma carta fora do baralho’, já que na sua maioria os participantes do Primus querem fazer carreira no mundo das grandes empresas, passando, sobretudo, por experiências na consultoria e no sector financeiro.

A consultoria já faz, no entanto, parte do seu curriculum pois é analista na Winning Management Consulting desde setembro de 2014, como responsável pela área de corporate intelligence e onde desenvolveu projetos na área de business case.

Antes disso, Carolina Monteiro, foi monitora no ISCTE Business School (apoio administrativo ao Departamento de Gestão e Estratégia e vigilância e correção de testes e exames), diretora de estratégia no ISCTE Junior Consulting (coordenou de uma equipa de doze pessoas e projetos de consultoria estratégia). Teve também experiências como trainee no departamento de logística no LIEDL e no departamento de operações da Optimus, bem como enquanto assistente administrativa da CEO da Techdrill. Os primeiros trabalhos foram como babysitter no Hotel Palácio e no Hotel Albatroz, ambos no Estoril.

Na gala, Francisco Pinto Balsemão, presidente do Conselho de Administração do Grupo Impresa (ao qual pertence o Expresso) e presidente do júri do PPIP, realçou uma ideia que costuma associar ao Primus: «todos ganharam». Chegar à final do prémio, depois de várias provas de seleção, faz de cada um dos selecionados pelo júri um vencedor logo à partida. Pinto Balsemão focou ainda que é «uma alegria fazermos parte do Primus», porque «há toda uma geração nova que merece ser reconhecida e galardoada para fazer mais e melhor».

Sobre os critérios de escolha adotados pelo júri do PPIP, o presidente do Conselho de Administração do Grupo Impresa, deteve-se na preocupação em premiar «bons cidadãos», tendo em conta o papel de cada um dos finalistas tem em prol da sociedade civil, quer seja através de organizações não governamentais, das artes ou do desporto.

Por outro lado, mostrou-se agradado por cinco dos onze vencedores anteriores do PPIP estarem no estrangeiro, mas revelarem a intenção de regressar a Portugal. «O nosso país está a ser reconstruído, já passámos para a outra margem e precisamos da ajuda de todos para revitalizar a nossa sociedade». «Isso será feito convosco», dirigiu, em particular, aos cinco jovens que disputaram a final do PPIP.

Por isso, considera importante que o Expresso participe numa iniciativa que potencia novas possibilidades para os jovens.

António Vieira Monteiro, presidente do  Santander Totta e vice-presidente do Júri do PPIP, realçou que o banco embarcou no prémio «há 12 anos, sem saber a força e o prestígio que iria ter». Sublinhou também a importância para o Santander Totta de reconhecer o mérito e a excelência, enquanto alavanca para contribuir para o «desenvolvimento do nosso país». Até 2018, o banco a preside vai investir 25 milhões de euros em mecenato e parcerias com universidades em Portugal e atribuir 3600 bolsas.

Os três primeiros classificados no PPIP ganham um MBA, escolhendo entre escolas estrangeiras e nacionais (IESE, em Barcelona, o Instituto de Empresa, em Madrid, o Lisbon MBA da Universidade Católica e da Universidade Nova, o ISCTE, o ISEG e a Porto Business School). O primeiro e segundo classificados têm direito de preferência, sendo que dois dos cursos devem ser feitos em instituições portuguesas.

O quatro e quinto classificados recebem um curso de pós-graduação.