Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Incerteza e instabilidade dominam mercados financeiros

  • 333

O futuro da Grécia está a deixar os investidores nervosos. Incerteza e instabilidade são os sentimentos que dominam os investidores, com os mercados financeiros em queda livre.

O risco da Grécia sair do euro está a deixar as principais bolsas mundiais num ambiente de grande nervosismo que se deverá manter elevado até terça-feira, dia em que termina o prazo para o país pagar dívida no valor de 1,6 mil milhões de euros. Mais, o abandono do euro por Atenas significa que poderá haver outos países, como é o caso de Portugal, pressionados a seguir o mesmo caminho.

A saída de um país da zona euro será uma novidade, com consequências imprevisíveis, e é isso que os mercados financeiros estão a antecipar. "O que vai acontecer a seguir ninguém sabe, nunca aconteceu, mas uma saída da Grécia do euro iria aprofundar ainda mais a recessão do país, fragilizar a moeda e piorar as condições de vida dos gregos", avançou um analista de um grande banco português. E acrescentou: "haverá a seguir naturalmente uma grande instabilidade política e eventualmente, quem sabe, um golpe de Estado. É assustador. Uma coisa é certa, a instabilidade será grande e é disso que os investidores mais se afastam".

Os próximos dias vão ser de grande volatilidade, antecipam os analistas, sublinhando que a forma como a Europa lidou com a crise grega mostra que tem uma liderança fraca. Os gregos acordaram esta semana com os bancos e a Bolsa de Atenas fechada e com o sistema financeiro sujeito a controlo de capitais.  Os gregos não poderão levantar mais de 60 euros por dia nas caixas multibanco.

A banca é um dos sectores mais penalizados na Bolsa de Lisboa, mas são as empresas com pequenas capitalizações que estão a sofrer mais, já que é delas que os investidores mais fogem, dada a reduzida liquidez.

Às 9h05 o índice PSI-20 perdia 3,89%. A Mota-Engil era a empresa que percentualmente mais caía na Bolsa (7,39%), seguida da Impresa (6,99%), do BCP (6,74%), do BPI (6,55%) e da Teixeira Duarte (6,31%).

As menos penalizadas eram a NOS e a Semapa, ambas com perdas de 2,08%.