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Quem ganhou com 
os grandes negócios?

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Grandes operações de venda de empresas públicas e privadas movimentam dezenas de milhões de euros em assessoria. Bancos, advogados e assessores de comunicação são os grandes beneficiários

Fazem lóbi, preparam contas, redigem contratos. Estão na sombra dos holofotes mediáticos dos grandes negócios, invisíveis ao grande público, mas ganham milhões. Os advogados, assessores financeiros e consultores de comunicação foram dos maiores beneficiados pela onda de vendas de empresas em que Portugal mergulhou nos últimos anos. A crise, o colapso do BES e as obrigações impostas pela troika deram origem a uma sucessão de operações muito rentáveis para os intermediários. Sobretudo para os maiores e mais mediáticos escritórios de advogados e bancos de investimento.

O guião noticioso dos principais negócios girou em torno de quem vende e de quem compra. Mas uma recolha feita pelo Expresso sobre os atores secundários envolvidos nestes dossiês permitiu identificar as personagens recorrentes. Nalguns casos há mesmo quem represente vários papéis no mesmo filme ou em sequelas.

Na área da advocacia, os escritórios da Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados, da PLMJ (José Miguel Júdice), Cuatrecasas (António Vitorino), Abreu Advogados (Luís Marques Mendes), Linktaters e Vieira de Almeida & Associados foram alguns dos que estiveram mais envolvidos nestes negócios, umas vezes do lado dos vendedores, outras vezes a colaborar com os interessados em comprar ou com as empresas alvo de venda. O enquadramento legal das operações é o mote central da sua atuação. Mas muitas vezes o recurso a nomes sonantes da advocacia serve também para dar rosto a candidatos que poucos conhecem. Abrem portas, movem influências, marcam encontros com quem interessa.

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