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Como encaixar €53,6 milhões? Primeiro vender e depois arrendar o Continente do Colombo

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A operação feita com o Continente situado no Colombo, em Lisboa, enquadram-se na estratégia de monetização de ativos imobiliários do grupo Sonae

Tiago Miranda

No segundo trimestre, a Sonae somou 78,8 milhões de euros com operações deste tipo, chamadas sale and leaseback, para gerar dinheiro

Chama-se sale and leaseback, expressão que traduz, na prática, uma opção de venda de um imóvel para posterior arrendamento. É uma das estratégias que está a ser seguida pela Sonae para gerar dinheiro e permitiu agora, ao grupo liderado por Paulo de Azevedo receber 53,6 milhões de euros pelo hipermercado Continente do centro comercial Colombo, em Lisboa, no universo da Sonae MC.

Em comunicado, o grupo Sonae informa que a operação se refere "a um ativo com um valor contabilístíco líquido de 40,4 milhões de euros".

No segundo trimestre, refere a mesma nota, as operações de sale and leaseback do grupo Sonae totalizaram 78,8 milhões de euros, correspondendo a ativos com um valor contabilístico de 57,2 milhões de euros.

Estas operações, que deverão continuar a verificar-se com outros ativos nos próximos tempos, enquadram-se na estratégia de monetização de ativos imobiliários da Sonae, que criou a Sonae Retail Properties exatamente com o objetivo de reciclar capital e gerar receitas por esta via, de forma a reduzir o total investido e o endividamento.

A Sonae Retail Properties soma ativos num valor próximo dos 1,5 mil milhões de euros.