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Fernando Lima renuncia à gestão da ex-dona do BPN

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Presidente da Galilei diz não ter condições para gerir a sociedade. Em causa estão dois adiamentos da assembleia geral para eleger a gestão para 2015-2017 pedidos por um grupo de acionistas 

A Galilei (antiga Sociedade Lusa de Negócios, que detinha a 100% o BPN) está em gestão corrente desde 27 de maio e o seu presidente, Fernando Lima, pediu esta semana a renúncia.

O mandato de Fernando Lima, presidente desde fevereiro de 2009, acabou a 31 de dezembro e estava previsto que a 27 de maio fossem aprovados os orgãos sociais do grupo na assembleia geral de acionistas. Mas alguns dos maiores acionistas da Galilei pediram mais tempo para encontrar mais nomes para fazerem parte do conselho de administração.

Nessa assembleia apenas foram aprovadas as contas, mas os pontos seguintes, como a eleição de órgãos sociais e um eventual aumento de capital, foram adiados para 22 de junho, a passada segunda-feira. Mas os mesmos pontos voltaram a ser adiados a pedido do mesmo grupo de acionistas, desta vez para 13 de julho.  

Fernando Lima, numa carta enviada aos trabalhadores, afirma não ter condições para continuar a exercer funções "num período de grande exigência para a sociedade". 

A maioria dos restantes membros da administração executiva da Galilei também renunciaram aos cargos na sequência do adiamento, pela segunda vez, da assembleia geral.  

Na carta enviada aos trabalhadores do grupo, Fernando Lima refere ainda que "tendo obtido a 11 de maio último o consenso com um conjunto de acionistas, significativamente representativos do capital social, quanto à composição do conselho de administração para o triénio 2015-2017, não me seria possível continuar a pactuar com a indecisão, com a incerteza e com a incapacidade legal de tomar as medidas urgentes e necessárias de que a nossa sociedade e as suas subsidiárias tanto carecem, para continuarem a enfrentar as dificuldades que herdámos e que conseguimos sucessivamente ultrapassar, num esforço coletivo onde a enorme maioria dos colaboradores foi peça fundamental".   

Na mesma carta, Fernando Lima refere ainda: "não posso e não quero pactuar com valores que não são aqueles pelos quais pauto a minha ação na vida e que procurei transmitir nestes mais de seis anos à nossa organização". E, remata agradecendo aos trabalhadores o empenho e lealdade, "esperando que seja encontrada uma solução digna para a sociedade e que ela seja capaz de manter, e se possível melhorar, o rumo que tínhamos traçado".