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Metro de Lisboa e Carris com novos 'patrões'

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João Carlos Santos

Aguarda-se para esta sexta-feira a decisão do júri do concurso para as subconcessões do Metropolitano e da Carris, uma corrida disputada por grupos franceses, britânicos, espanhóis e portugueses

A Carris e o Metropolitano de Lisboa vão ser geridos por empresas do sector dos transportes especializadas em redes de autocarros e serviços de Metro. O júri deste concurso deverá apresentar esta sexta-feira a decisão sobre os candidatos melhor classificados, que apresentaram o preço mais baixo que o Estado terá de pagar pela gestão dos serviços de transporte das duas empresas.

Disputada entre os franceses da RATP, os britânicos da National Express, os espanhóis da Avanza, o consórcio Barraqueiro-TCC e os franceses da Transdev, as subconcessões da Carris e do Metro serão asseguradas por prazos de oito anos na Carris e 8,5 anos no Metro. Ao fim deste período, o Estado terá de equacionar que tipo de gestão será adotada nestas empresas para os anos seguintes, podendo lançar novo concurso de subconcessão para esse efeito.

Em causa está um mercado de 1288 milhões de "passageiros.Km" - o critério utilizado no sector para aferir a utilização efetiva dos modos de transporte.

No Metro, o serviço é assegurado por 338 carruagens numa rede com 43,2 quilómetros e 53 estações, contando com 1451 trabalhadores.

Na Carris, há 635 autocarros, repartidos por 74 carreiras, que cobrem uma rede urbana com 677 quilómetros, contando com 2555 trabalhadores, dos quais 1353 são motoristas.

Este processo tem sido contestado pelos sindicatos de ambas as empresas e no caso do Metropolitano, os trabalhadores já entregaram um novo pré-aviso de greve de 24 horas para 26 de junho, pelos mesmos motivos da greve realizada esta quinta-feira, 18 de junho.

O Governo já aprovou, a 26 de fevereiro, o processo de subconcessão do Metro e da Carris e revelou que houve cinco candidatos a apresentar propostas, das quais três são conjuntas às duas empresas. O consórcio Barraqueiro-TCC está interessado em gerir uma empresa (a Carris), e a Transdev segue a mesma estratégia (interessada no Metropolitano).

As restantes empresas concorrentes estão interessadas em gerir conjuntamente o Metropolitano e a Carris.

No início de junho, Rui Loureiro, o presidente da empresa onde estão integradas a Carris e o Metro de Lisboa, bem como a Transtejo - a holding Transportes de Lisboa - admitiu que os contratos das subconcessões do Metropolitano de Lisboa e da Carris serão assinados a partir de 15 de julho.