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Espanhóis ganham Metro de Lisboa e Carris

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Secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, concluiu esta sexta-feira o processo de subconcessão dos transportes públicos de Lisboa

Os espanhóis da Avanza ganharam o concurso da subconcessão dos transportes de Lisboa. Ou seja, nos próximos anos Carris e Metropolitano vão ser geridos por privados. A rede de 635 autocarros da Carris será gerida durante oito anos e o serviço prestado pelas 338 carruagens do Metro será assegurado durante oito anos e meio pela Avanza - que recentemente foi comprada pelo gigante mexicano ADO.

O júri deste concurso já apresentou aos concorrentes esta decisão, que deixa de lado as propostas dos franceses da RATP, dos britânicos da National Express, do consórcio Barraqueiro-TCC (onde estava envolvido Humberto Pedrosa, um dos novos donos da TAP) e dos franceses da Transdev. O preço oferecido pela Avanza foi o fator determinante na escolha do vencedor, correspondendo ao menor encargo que o Estado terá com estas duas empresas.

Qualquer dos cinco concorrentes é especialista na gestão de modos de transporte e possui grupos de grande dimensão, o que permitiria assegurar estratégias coerentes para a Carris e o Metro.

Ao fim do prazo de concessão, o Estado terá de equacionar que tipo de gestão será adotada no Metro e na Carris para os anos seguintes, podendo lançar novo concurso de subconcessão para esse efeito.

O mercado anual conjunto da Carris e do Metro é de 1288 milhões de passageiros por km - o critério passageiro/km é a forma mais correta de contabilizar o número de passageiros transportados, impedindo que um passageiro que viaje apenas 1 km tenha o mesmo valor para uma empresa de transportes que um passageiro que viaja 5 km (por exemplo, quem viajar estes 5km conta como cinco passageiros).

No Metro, o serviço é assegurado por 338 carruagens numa rede com 43,2 quilómetros e 53 estações, contando com 1451 trabalhadores. E na Carris há 635 autocarros, repartidos por 74 carreiras, que cobrem uma rede urbana com 677 quilómetros, contando com 2555 trabalhadores, dos quais 1353 são motoristas.

Os trabalhadores do Metropolitano já entregaram um novo pré-aviso de greve de 24 horas para 26 de junho, em protesto contra a subconcessão dos transportes - o mesmo motivo da greve que realizaram quinta-feira, 18 de junho.

No início de Junho, Rui Loureiro, presidente da empresa onde estão integradas a Carris e o Metro de Lisboa, bem como a Transtejo - a holding Transportes de Lisboa -, admitiu que os contratos das subconcessões do Metropolitano de Lisboa e da Carris serão assinados a partir de 15 de julho.