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CaixaBank desiste da OPA ao BPI

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FOTO NUNO BOTELHO

Abre-se agora espaço para a fusão do BPI com o BCP, uma operação proposta pela angolana Isabel dos Santos como resposta à OPA do banco catalão.

A notícia chega depois de as ações do BPI terem sido esta quinta-feira de manhã suspensas de negociação na Bolsa de Lisboa, com o objetivo de ver esclarecida a posição do CaixaBank. O banco catalão diz, em comunicado, que irá agora avaliar alternativas estratégicas para a sua participação de 44,1% no BPI.  

"O CaixaBank informa que o seu conselho de administração acordou a apresentação, junto da Comissão do Mercado de Valor Mobiliário (CMVM), da desistência do registo da sua oferta de aquisição sobre as ações do BPI, anunciada no passado 17 de Fevereiro", revela o banco em comunicado enviado ao regulador espanhol. E explica porquê:"não se deu cumprimento à condição em que se eliminaria o limite dos direitos de voto". 

Os direitos de voto no BPI estão limitados a 20%, e uma das condições de sucesso da OPA era que eles fossem desblindados. Quarta-feira, porém, a desblindagem do uso dos direitos de voto foi chumbada.

O CaixaBank esclarece ainda que iniciará a partir de agora "uma fase de análise às alternativas estratégicas disponíveis em relação à sua participação no BPI", tendo em conta os objectivos do seu plano estratégico 2015-2018".

Fusão a caminho?
Com a desistência do CaixaBank abre-se espaço para a fusão do BCP com o BPI, proposta pela angolana Isabel dos Santos como resposta à OPA do banco catalão. Juntos, o BCP e o BPI dariam lugar ao maior banco português. Isabel dos Santos é a segunda maior acionista do BPI, com um participação de 18,6%.

Mário Silva, presidente da Santoro e representante de Isabel dos Santos em Portugal, tem dito que o CaixaBank será bem-vindo num eventual projeto de fusão entre o BCP e o BPI. Mas a imprensa espanhola tem noticiado que o CaixaBank poderia reduzir a participação ou mesmo sair de Portugal se a OPA não avançasse. Agora é esperar para ver.