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Vinte e quatro de junho: Pires de Lima espera que este dia acabe com o “clima de insinuações”

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Nuno André Ferreira / Lusa

Já há data e hora para a TAP passar para novas mãos. O ministro da Economia anunciou as novidades e desenvolveu expectativas

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

O contrato de venda da TAP vai ser assinado no dia 24 de junho, pelas 15h, anunciou esta terça-feira o ministro da Economia em declarações aos jornalistas em Sófia, onde acompanha Cavaco Silva na visita oficial à Bulgária. Pires de Lima faz votos que isso permita terminar o "clima de insinuações".

Em simultâneo, Pires de Lima afirmou que o consórcio Gateway que comprou a TAP vai injetar 338 milhões de euros na empresa e dar ao Estado 16 milhões de euros, e que a forma de capitalização (venda de aviões) já estava prevista na proposta do consórcio.

Questionado sobre o facto de a capitalização ser feita à custa da venda de ativos, o ministro rejeitou a ideia, limitando-se a repetir os números da venda. "O consórcio vencedor comprometeu-se e vai colocar na empresa até ao final de 2016 um mínimo de 338 milhões de euros, a que se somarão mais 16 milhões, recebidos pelo Estado português". E sublinhou: "São 354 milhões, cash", que, segundo o ministro, "podem crescer até aos 490 milhões de euros".

O ministro referiu ainda que considera "normal" que "a futura administração da TAP adote as medidas que entenda para melhorar a tesouraria da empresa, mas não misturemos as coisas", advertiu, perante as dúvidas levantadas pelos jornalistas.

Pires de Lima lamentou que a oposição continue a levantar "suspeitas infundadas sobre a transparência do processo". E reafirmou: "O negócio é completamente transparente, não há nada a esconder, cumpre todos os requisitos que constavam do caderno de encargos e foi apresentado e publicado".

E concluiu: "Este negócio é importante para a TAP e economia do pais. A privatização era desejável".