Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

TAP. Pedrosa e Neeleman pagam sinal de €2 milhões

  • 333

O português Humberto Pedrosa, à esquerda, tem a maioria do capital do consórcio; o brasileiro David Neeleman, à direita, é o homem que tem liderado o projeto

Líderes do consórcio que ganhou a corrida à privatização da TAP assinam acordo de venda a 24 de junho, no Ministério das Finanças, mas a conclusão do negócio só será feita no final do ano

O Estado receberá esta semana o sinal de dois milhões de euros pela futura venda da TAP. Tal como o secretário de Estado dos Transportes já tinha afirmado, o acordo prévio para a compra e venda da TAP seria assinado "muito em breve". 

Os vencedores da privatização sinalizam esta semana o contrato, mas a operação só deve ser concluída no final do ano ou no ínicio de 2016. Assim, o acordo incial será assinado por Humberto Pedrosa e David Neeleman já na próxima semana, dia 24 de junho. às 15h, no Ministério das Finanças.

Desta forma, será sinalizada a compra e venda de 61% da TAP ao consórcio Gateway, sendo pagos 2 milhões de euros, do valor inicial de 10 milhões de euros (acrescidos de mais 6 milhões de euros relativos à opção de posterior compra do lote de 34% de capital público) que o Estado encaixará com esta privatização.

No entanto, o encaixe total do Estado com esta operação, quando tiver vendidas todas as ações que tem na TAP, poderá ascender a 140 milhões de euros, como explicou a secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco, na altura em que foi anunciado o vencedor da privatização.

O consórcio Gateway, liderado em 50,1% por Humberto Pedrosa, presidente do Grupo Barraqueiro, associado a David Neeleman, com 49,9%, dono da Azul, pagará numa fase inicial 354 milhões de euros por 61% do capital da TAP, o que inplicará uma entrada de 338 milhões de euros em dinheiro fresco no capital social da TAP. Na fase seguinte, a entrada de dinheiro fresco na transportadora aérea poderá ir até aos 488 milhões de euros.

O acordo que será assinado este mês só será efetivado depois de obtidas as aprovações regulatórias portuguesas e de em Bruxelas, que pressupõem a confirmação de todas as questões legais pertinentes, o que deixa em aberto a data final do negócio, ou seja, a altura em que efetivamente Humberto Pedrosa e David Neeleman passam a gerir a TAP.