Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Mercados atingidos por ameaça de tragédia grega

  • 333

Os mercados acionistas mundiais estiveram hoje pressionados. Os receios de não chegar a haver um acordo entre a Grécia e os seus credores elevou o nível de ansiedade dos investidores ao máximo. E esta semana pode haver indicações da sobre mexidas de taxas de juro nos EUA o que aumenta a pressão. 

Os mercados acionistas mundiais estiveram hoje pressionados com a falta de um acordo entre a Grécia e os seus credores a fazer temer o pior para a zona euro.  

Também os preços do petróleo estão em queda tal como o euro que desvaloriza face ao dólar. O ouro e a prata estão em alta.  

A Grécia terá de reembolsar o Fundo Monetário Internacional em 1,6 mil milhões de euros em breve.  As negociações entre a Grécia e os seus credores neste último domingo terminaram ao fim de menos de uma hora.  

"Vamos ver se desta tempestade perfeita resultam grandes calamidades ou se vamos conseguir passar por entre os pingos da chuva. As nuvens continuam pesadas", diz João Queiroz, analista do Banco Carregosa.  

O índice Euro Stoxx 600 caiu 1,63%. A Bolsa grega afundou 4,68%, seguida de Milão que perdeu 2,4% enquanto o PSI20 em Lisboa caiu 2,33%. 

Nos EUA, o Dow Jones deslizava 0,59% às 18H00.O índice MSCI International ACWI caiu 0,44%. O índice CBOE Volatilidade, usado como medida da ansiedade dos investidores nos Estados Unidos, subiu 10,5% enquanto a medida de volatilidade nos mercados acionsias europeus V2TX disparou 10,7%, segundo dados da ThomsonReuters. 

O euro caiu face ao dólar para 1,1280 dólares. 

A Grécia já foi resgatada duas vezes e muitos bancos cortaram a sua exposição ao país.   

"Enquanto que todos os atores terão de dar um passo extra, a bola está no campo do governo grego para dar os passos necessários", afirmou hoje o presidente do Banco Central Europeu, Mário Draghi.

Os investidores também aguardam pela reunião de dois dias da Reserva Federal nos Estados Unidos, que divulgará um comunicado na quarta-feira. Os dados económicos fortes nos EUA na semana pasasada reforçaram as expetativas de que o banco central se prepara para subir as taxas de juro, possivelmente em setembro.