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Concorrentes queriam cláusula de indemnização se PS anular venda da TAP

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O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, recusou o pedido dos concorrentes à privatização da TAP que queriam incluir uma cláusula que lhes permitiria pedir uma indemnização se o negócio for anulado pelo próximo Governo

O consórcio Gateway - que integra o presidente da Barraqueiro, Humberto Pedrosa, e o dono da transportadora brasileira Azul, David Neeleman - vencedor do processo de privatização da TAP, quis que o Governo aceitasse uma cláusula indemnizatória para se salvaguardar de uma eventual anulação do negócio por parte do PS, revelou o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, num encontro com jornalistas. "Mas o Governo não aceitou esta cláusula", referiu.

Sérgio Monteiro considera que esta posição do consórcio Gateway surgiu na sequência de membros do PS terem dito que o negócio da TAP seria revertido se António Costa assumir o cargo de primeiro-ministro.

"Esta posição que o PS assumiu criou ruído" e causou preocupações aos investidores que concorreram à privatização da TAP, comentou Sérgio Monteiro.

O consórcio concorrente à privatização da TAP - o grupo do colombiano Germán Efromovich -, manifestou a mesma preocupação, mas a resposta do Governo também foi negativa.

Sérgio Monteiro considera que a posição do PS não ajuda a criar confiança aos investidores, num momento em que Portugal precisa de captar investimento para dinamizar a atividade económica.

Caso o processo de privatização seja revertido, o Estado poderá ter de cobrir os custos decorrentes com a apresentação das propostas se o consórcio vencedor recorrer aos tribunais.