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Pedrosa e Neeleman vencem privatização da TAP

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O português Humberto Pedrosa, à esquerda, tem a maioria do capital do consórcio; o brasileiro David Neeleman, à direita, é o homem que tem liderado o projeto

Expresso confirmou: proposta de David Neeleman é a vencedora na privatização. A TAP será controlada pelo dono da Azul, num consórcio aportuguesado por Humberto Pedrosa, com 50,1% do consórcio

David Neeleman é o vencedor da privatização da TAP. A notícia foi avançada pelo Económico e pela TVI, e já foi confirmada pelo Expresso.

A decisão estava ainda a ser votada em conselho de ministros, mas a decisão já estava prenunciada nos relatórios preparatórios das equipa dos ministérios das Finanças e da Economia, que favoreciam a proposta do dono da Azul.

O consório de David Neeleman é na verdade liderado, em percentagem de capital, pelo português Humberto Pedrosa: o dono da Barraqueiro tem 50,1% do capital do consórcio. No entanto, a liderança do projeto pertence desde o início a David Neeleman. 

“Queremos colocar a TAP numa rota de crescimento, fortalecendo-a como companhia de bandeira, reforçar o hub de Lisboa de modo a que a TAP possa continuar a contribuir com cerca de €2000 milhões para a economia portuguesa através da riqueza que vai gerar, do aumento do turismo que vai proporcionar, dos empregos que vai manter e incrementar e, mais importante, dos clientes que vão poder contar mais com a TAP.”

David Neeleman propôs inicialmente um aumento de capital entre €300 milhões e €350 milhões e um investimento na frota, encomendando 53 aviões, sobretudo de longo curso. A última oferta que entregou mantém os 53 aviões e prevê o reforço das ligações dentro do Brasil (para alimentar os voos transatlânticos) e mais voos de Lisboa para outros destinos dos Estados Unidos, bem como a partilha de 10% dos dividendos com os trabalhadores, como já acontece na brasileira Azul ou na norte-americana JetBlue (outra companhia de baixo custo fundada por Neeleman). 

“Nas quatro companhias aéreas que criei até hoje, os colaboradores sempre foram o nosso maior ativo. Queremos dar continuidade ao legado da TAP em matéria de segurança e profissionalismo de todos os que lá trabalham e, simultaneamente, criar uma companhia financeiramente sólida, no longo prazo, de modo a que todos se sintam orgulhosos por trabalhar numa companhia aérea que perdurará para as gerações futuras”, referiu.

Entrevistado pelo "Diário Económico" desta quinta-feira, o presidente da TAP, Fernando Pinto, diz as as duas propostas (a de Efromovich e Neeleman) eram "sólidas" e davam "garantias de futuro". E precisa: "Diria que as duas [propostas] mudaram para melhor - elas já eram equilibradas e isso mantém-se. Cumprem o plano estratégico e garantem o futuro da TAP".