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“Mentira”, “crime”, “cara de pau”: esquerda reage à venda da TAP

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Luis Barra

Comunistas e bloquistas não perderam tempo a criticar duramente a anunciada alienação da TAP ao consórcio formado por David Neeleman e Humberto Pedrosa

À semelhança do PS, comunistas e bloquistas voltaram esta quinta-feira a defender que a TAP tem de continuar nas mãos do Estado.

“O Governo revela bem ao serviço de que interesses está quando vende por dez milhões de euros o maior exportador nacional”, afirmou o deputado comunista, Bruno Dias. E insistiu: “´É mentira que não havia alternativa. Havia e há a esta solução criminosa de privatizar a TAP”.

“Este processo tem de ser cancelado e travado”, rematou Bruno Dias.

Idêntico sentimento de indignação foi igualmente manifestado por Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, para quem, em bom rigor, o Estado não vendeu a TAP, limitando-se a entregar a empresa por uma “valor simbólico”.

E explicou porquê: “Há alguns anos, a Portugália, que tinha passivo gigantesco, foi comprada pela TAP por 140 milhões de euros. Esta quinta-feira anunciaram a entrega da TAP por dez.”

“É preciso ter cara de pau para anunciar esta decisão”, concluiu Mariana Mortágua.