Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Portugal tem 13% da dívida com vencimento a curto prazo

  • 333

A Suécia (com 29%) - e de acordo com o Eurostat - é o país com maior percentagem do total da dívida pública com vencimento a curto prazo, inferior a um ano.

Portugal, com 13%, é um dos cinco Estados-membros em que mais de 10% do total da dívida pública está sujeito a um prazo inferior a um ano, numa tabela liderada pela Suécia (29%), revela hoje o Eurostat.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), que divulga dados de 2014, a Suécia (29%) é o país com maior percentagem do total da dívida pública com vencimento a curto prazo (inferior a um ano), seguindo-se a Bulgária (21%), a Itália (15%), a Hungria (14%), Portugal (13%) e a França (12%).

Por outro lado, a quase totalidade da dívida da Polónia (98%), Estónia e Eslováquia (97% cada) tem vencimento a longo prazo.

Os dados do Eurostat sobre estrutura da dívida mostram ainda que Portugal – com 130,2% - tem a terceira maior dívida pública em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), depois da Grécia (177,1%) e da Itália (132,1%), sendo a média da zona euro de 91,% e da UE de 86,8%.

A Estónia é o Estado-membro com menor dívida pública em percentagem do PIB (10,6%), seguindo-se o Luxemburgo (23,6%) e a Bulgária (27,6%).

A dívida pública portuguesa é detida maioritariamente por não-residentes no país (70%), seguindo-se residentes financeiros (22,8%) e não financeiros (7,2%).

A Finlândia (80,8%), a Letónia (79,7%), a Áustria (76,3%) e a Eslovénia (70,7%) são os países com maior percentagem de credores não residentes.

No extremo oposto está o Luxemburgo, com 97,8% da sua dívida pública nas mãos de residentes financeiros e 2,2% nas de não residentes, seguido da Roménia, com 74,4% da dívida detidos por residentes financeiros, 235 por não residentes e 6,7% por residentes não financeiros.

Quase metade da dívida portuguesa tem a forma de títulos (49,2%), seguindo-se os empréstimos (44,2%) e numerário e depósitos (6,6%).

Quer na zona euro (78,8%), quer na UE (80,5%) os títulos da dívida são o método mais comum de financiamento, seguindo-se os empréstimos (18,3% e 15,6%, respetivamente) e numerário e depósitos (3,0% e 3,9%).