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Gestores do Deutsche Bank demitem-se após críticas dos acionistas

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Embora se tenham demitido, Jürgen Fitschen (à esq.) e Anshu Jain continuarão nos próximos meses em funções para assegurar a transição

BORIS ROESSLER / EPA

Uma das críticas apontadas à gestão foi a falta de detalhes do mais recente plano estratégico do banco

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

Os dois presidentes-executivos do Deutsche Bank apresentaram a demissão dos seus cargos este domingo, tendo o conselho de supervisão do banco alemão aprovado de imediato um novo nome para a liderança da instituição. 

Jürgen Fitschen, de 66 anos, e Anshu Jain, de 52 anos, demitiram-se das suas funções depois de há duas semanas a assembleia geral de acionistas do Deutsche Bank ter evidenciado a insatisfação dos investidores com a equipa de gestão, com 39% dos acionistas a votar negativamente sobre o desempenho dos gestores. Uma das críticas apontadas à gestão foi a falta de detalhes do seu mais recente plano estratégico. 

"Acreditamos que os investidores irão receber bem esta mudança significativa na liderança do Deutsche Bank", comentou Kinner Lakhani, analista do Citi ouvido pelo "Financial Times". Os contratos dos ainda presidentes-executivos do banco alemão iam até março de 2017. 

A saída foi igualmente bem recebida pelo presidente do conselho de supervisão do Deutsche Bank, Paul Achleitner: "A decisão de saírem antecipadamente demonstra a sua atitude de porem os interesses do banco à frente dos seus próprios interesses", comentou. 

Embora se tenham demitido, Fitschen e Jain continuarão nos próximos meses em funções, para assegurar a transição. Anshu Jain deixará o cargo a 30 de junho, mas a partir de 1 de julho e até ao final deste ano será consultor do Deutsche Bank. Já Jürgen Fitschen permanecerá em funções até 19 de maio de 2016 (data da próxima assembleia geral). 

O Deutsche Bank terá no futuro apenas um CEO, em vez dos atuais dois, ficando a liderança executiva a cargo de John Cryan, gestor de 54 anos que integra há dois anos o conselho de supervisão do banco. John Cryan assumirá já a 1 de julho o lugar que será deixado vago por Anshu Jain, ficando a gerir o Deutsche Bank juntamente com Jürgen Fitschen. Quando este último sair, em maio de 2016, John Cryan passará a ser o único CEO do Deutsche Bank.