Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Lloyds corta prémio a Horta Osório após multa recorde

  • 333

O gestor vai receber menos 475 mil euros. O banco britânico foi multado em 160 milhões de euros devido à forma como lidou com queixas de clientes relativas a seguros de crédito

António Horta Osório, presidente-executivo do Lloyds, vai ver o seu prémio cortado em 350 mil libras (475 mil euros) depois de o banco ter recebido uma multa recorde de 160 milhões de euros devido à forma como lidou com queixas de clientes relativas a seguros de crédito.

A britânica Financial Conduct Authority aplicou esta multa relativa ao escândalo das PPI (payment protection insurance), seguros vendidos desde os anos 90 junto com contratos de hipotecas, empréstimos variados e cartões de crédito, com o objetivo de cobrir os créditos, em casos de queda de rendimento do cliente devido a doença ou desemprego. No entanto, foram surgindo queixas de vendas agressivas daqueles produtos, vendidos a clientes que nunca iriam poder beneficiar dos pagamentos.

A multa aplicada ao Lloyds deve-se à forma como lidou com as queixas de clientes, nomeadamente entre 2012 e 2013, ao recusar 37% das queixas recebidas.

O banco anunciou que vai cortar em 30 milhões de libras (41 milhões de euros) os prémios em 2015, na sequência da multa. Adicionalmente, os gestores de topo vão perder 2,65 milhões de libras (3,6 milhões de euros) em prémios de 2012-2013. Segundo a BBC, Horta Osório vai perder 350 mil libras (475 mil euros).

Antes, o banco já tinha anunciado que iria congelar os prémios diferidos de 2012-2013 para os gestores que estavam na comissão executiva naquele período.

O regulador aplicou há poucas semanas uma multa de 21 milhões de libras ao Clydesdale Bank  devido ao mesmo problema, tendo verificado que em alguns casos os funcionários do banco haviam falsificado informação sobre a política do banco.