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Grécia. Mais um passo "na escalada de confronto"

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LOUISA GOULIAMAKI / AFP / Getty Images

Com a balbúrdia instalada, o Grexit é cada vez mais provável. Este mês é crítico para  a dívida grega

Com a balbúrdia instalada e sem luz ao fundo túnel, da atual situação da Grécia bem se pode repetir o que Churchill dizia da Rússia: uma adivinha embrulhada num mistério dentro de um enigma.

O adiamento para o fim do mês do pagamento de 303 milhões ao Fundo Monetário Internacional “é um passo na escalada do confronto", segundo Nicholas Economides, professor de economia na Stern School of Business da Universidade de Nova York, citado pela Bloomberg. A decisão “aumenta o risco de falência e um Grexit", acrescentou.. 

Junho é um mês crítico porque, além do pagamento de 1,6 mil milhões ao FMI, a Grécia tem obrigações do tesouro para liquidar: 4,7 mil milhões, no total.

Em 2015, são 27 mil milhões  que se vencem, entre pagamento aos FMI (5000 milhões), Banco Central Europeu (7000 milhões) e obrigações do tesouro. Até setembro, está concentrado o grosso dos pagamentos.

Com adiamento ao FMI, depois das declarações em contrário do primeiro ministro Alexis Tsipras e do ministro das Finanças, Yanis Varoufakis a Grécia ganha tempo para respirar, mas sem acordo com os credores a falência é inevitável.

"O Estado grego tem sempre o objetivo de reembolsar as suas obrigações", dissera Varoufakis. Um comunicado do ministério das Finanças diz agora que a “solução reside em propostas mais realistas” por parte das instituições europeias “ que permitam o avanço do crescimento económico e sensibilidade social".

Segundo a Reuters, a proposta dos credores exige um superavit primária mais elevado e, fundamentalmente, um aumento de receita através do IVA e corte das pensões. Se esse acordo for aceite, os credores da Grécia libertariam no imediato € 10,9 mil milhões.

Em Atenas, o cenário de eleições antecipadas é cada vez mais citado. O drama é a gestão da tesouraria até lá, tendo em conta os compromissos com os credores.