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Com nova fábrica, Casfil fatura 110 milhões

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A Casfil, fabricante de película flexível, arriscou  um investimento de 50 milhões de euros no pico da crise. 

Este é um filme com enredo feliz e uma empresa embalada para o êxito. A Casfil – Indústria de Plásticos está presente na nossa rotina diária e tornou-se um símbolo da vida moderna, ao tornar-se líder português no fabrico da fina película de embalagem para alimentos.

Com a segunda base fabril já em produção plena, a empresa de Santo Tirso vai crescer, em 2015, 40% na faturação, atingindo a cifra de 110 milhões de euros  - 80% nos mercados externos.

A nova unidade dedica-se ao fabrico de filme de embalagem biorientado e não precisou de inauguração formal para entrar em produção plena. O projeto fabril envolveu um investimento de 50 milhões de euros e foi consagrado como PIN - Projeto de Potencial Interesse Nacional. A empresa começou no início do ano a fase de testes e adaptação da linha de produção, cumprindo as metas do programa de investimento. 

Novas variedades de filme 

O fundador da empresa, Ferreira Pinto, avançou com este projeto na fase mais crítica da crise portuguesa (2012) com a ideia de, três anos depois, ter o novo filme de embalagem no mercado. 

Identificado o terreno num parque industrial em Santo Tirso,  o industrial não registou percalços ou empecilhos. As entidades oficiais "envolvidas sempre nos deram a melhor colaboração", recorda Ferreira Pinto. E o financiamento, ficou resolvido logo em 2012. "A banca confia na empresa e acreditou no projeto porque temos produto e mercados". 

O segredo da Casfil está na "tecnologia atualizada em todas as linhas que garante elevada produtividade e um departamento de investigação sempre atento às necessidades do mercado", diz Ferreira Pinto.  

A nova base criou 80 empregos, faturando em velocidade de cruzeiro cerca de €100 milhões. Combina o reforço de produção de embalagens de maior valor acrescentado com novas variedades de filmes.  

Na exportação, o mercado europeu é dominante, mas o crescimento acontece também  nas zonas do globo, como África ou América Latina, em que a exigência de embalagem se faz sentir.