Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Autoridade da concorrência dá luz verde à venda da EGF

  • 333

Na sequência da investigação aprofundada que decorria desde fevereiro, o regulador decidiu não se opor à venda à SUMA, da Mota-Engil

A Autoridade da Concorrência (AdC) decidiu não se opor à aquisição da EGF por parte da SUMA. Na AdC estava a decorrer, desde fevereiro uma investigação aprofundada à operação de compra da empresa estatal EGF por parte da SUMA, consórcio liderado pela Mota-Engil e com atividade na área da gestão de resíduos.

Na altura, “a AdC decidiu dar início a esta fase de investigação aprofundada por considerar que, à luz dos elementos recolhidos na primeira fase do procedimento, subsistem dúvidas de que da operação possam resultar entraves significativos à concorrência efetiva na prestação de serviços de apoio à gestão de resíduos urbanos de responsabilidade municipal”, explicou a instituição em comunicado.

Na notificação enviada à SUMA esta quinta-feira, a que o Expresso teve acesso, a AdC considerou que operação de concentração “não é sucetível, à luz dos elementos recolhidos, de criar entraves significativos à concorrência efectiva nos mercados relevantes”.

A EGF, gestora de resíduos que estava integrada no grupo Águas de Portugal, foi adquirida a 6 de novembro pela SUMA, após a decisão que o Conselho de Ministros tomou a 18 de Setembro. A empresa da Mota-Engil foi escolhida como vencedora do processo de venda da EGF. Recorde-se que na corrida à empresa estavam também a espanhola FCC, a belga Indaver e a portuguesa DST.

A SUMA ofereceu 149,9 milhões de euros para ficar com a EGF, além de assumir a dívida da empresa. O encaixe da operação ficará com a AdP e servirá para diminuir o endividamento do grupo estatal.