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Fundo francês quer comprar posição do Novo Banco nas autoestradas

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O fundo Ardian, que já estabeleceu uma parceria com a Mota-Engil, pretende ficar com a participação do Novo Banco na concessionária Ascendi, segundo o "Diário Económico".

O fundo de investimento francês Ardian anunciou este domingo uma parceria com a Mota-Engil, pela qual investirá 300 milhões de euros em cinco concessões rodoviárias portuguesas, mas a Ardian quer ir mais além e, segundo o "Diário Económico" desta quinta-feira, está interessada na participação que o Novo Banco tem neste negócio. 

O objetivo do fundo francês é adquirir a posição de 40% que o Novo Banco tem no consórcio Ascendi, através do qual a Mota-Engil desenvolve as suas operações de gestão de autoestradas. Mas a concretização dessa compra dependerá do desfecho do processo de venda do Novo Banco, no qual há cinco investidores interessados. 

No último domingo a Mota-Engil revelou em comunicado que o fundo Ardian se comprometeu a investir 300 milhões de euros numa parceria envolvendo as concessões das autoestradas da Grande Lisboa, Grande Porto, Norte, Costa de Prata e Beiras Litoral e Alta. 

As duas empresas passarão a deter em partes iguais uma nova empresa que ficará com as participações da Ascendi naquelas concessões. 

Segundo um administrador-executivo do fundo Ardian ouvido pelo "Diário Económico", a intenção da Ardian é continuar a investir em Portugal. Mas a compra da posição do Novo Banco na Ascendi é, para já, uma incógnita. 

"Não temos nada acordado nem negociado sobre a aquisição da posição do Novo Banco na Ascendi. Gostamos de fazer os investimentos passo a passo e vamos continuar a investir em Portugal", declarou Mathias Burghardt.