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Ministro faz "aviso de amigo" aos interessados na TAP

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Pires de Lima quer, primeiro, ver os dois concorrentes a competir entre si e, depois, ter uma boa proposta para fechar de vez o processo de privatização da TAP

HOMEM DE GOUVEIA / LUSA

Uma semana depois ter pedido aos dois concorrentes à privatização da TAP para "darem corda aos sapatos", Pires de Lima manda novo recado a Gérman Efromovich e David Neeleman, relembrando que têm até sexta-feira para melhorar as propostas apresentadas

Marta Caires

Jornalista

O ministro da Economia diz que o processo de privatização da TAP continua de pé, mas fez questão de deixar um "aviso de amigo" a Gérman Efromovich e David Neeleman. Os dois concorrentes têm três dias para melhorar as suas propostas já entregues e validadas. As alterações têm que ser entregues até esta sexta-feira, 5 de Junho. 

Exatamente uma semana depois de ter apelado aos dois candidatos para darem "corda aos sapatos" na melhoria das suas propostas, Pires de Lima voltou à carga esta manhã. O governante, que falava à margem da visita oficial à Madeira, explicou que quer as propostas melhoradas para entregar 61% da transportadora aérea nacional aos privados. 

Ou seja, primeiro quer ver os dois concorrentes a competir entre si e depois quer ter uma boa proposta para fechar de vez o processo de privatização.

Gérman Efromovich, dono da operadora aérea Avianca e do grupo Synergy, concorre sozinho. Já o seu opositor David Neeleman, patrão da companhia aérea brasileira Azul, surge nesta corrida à companhia aérea portuguesa em parceria com Humberto Pedrosa, líder do grupo Barraqueiro.

O que não ficou garantido na declaração de Pires de Lima é se mesmo depois de melhoradas as propostas serão suficientemente boas para o Governo avançar com a privatização da TAP. E o ministro lembrou a propósito que o processo já caiu uma vez. 

Logo se saberá se a privatização avança ou não. A decisão será conhecida até meados deste mês. O compromisso foi deixado nesta declaração. 

A propósito da TAP, Pires de Lima esclareceu ainda que os interesses dos madeirenses e dos açorianos serão salvaguardados no processo de privatização e que, em relação à Madeira, serão mantidos os mesmo voos que a companhia faz actualmente. Ou seja, uma média diária de sete voos.