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Efromovich admite clarificar mas não melhorar proposta pela TAP, apesar do "aviso de amigo" do ministro

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José Coelho / Lusa

A expectativa é a de que a clarificação de alguns temas, como o dos aviões que estão parados em Espanha, possa constituir uma valorização da oferta que entregou a 15 de maio

Não se tratando de uma melhoria direta, Germán Efromovich pretende apresentar uma clarificação da oferta que fez a 15 de maio. Ao que o Expresso apurou, por exemplo, a entrega de 12 aviões novos, dois dos quais estão já disponíveis (parados num aeroporto em Espanha), deverá ser clarificada com certificados do fabricante (Airbus) e com uma previsão mais detalhada do impacto que os mesmos terão no plano de negócios da TAP. Tal como o Expresso avançou no sábado, Germán Efromovich não deverá incluir “mudanças substanciais” na sua proposta, sendo esta “dificilmente” melhorada, mas a expectativa é a de que a clarificação de alguns temas possa constituir uma valorização da oferta.

"Estamos a trabalhar e respeitamos o acordo de confidencialidade assinado aquando da entrega das propostas", é a posição oficial do lado de Efromovich.

Esta terça-feira, uma semana depois de ter apelado aos dois candidatos que passaram à fase de negociações à compra da TAP para darem “corda aos sapatos” na melhoria das suas propostas, o ministro da Economia voltou a advertir que acelerassem o passo. “Agora que nos estamos a aproximar da data limite para a apresentação das propostas vinculativas melhoradas, é um aviso, se quiserem, de amigo aos dois concorrentes que ainda estão nesta batalha”, declarou António Pires de Lima, na Madeira, onde se encontra a acompanhar a visita oficial do primeiro-ministro a esta região autónoma.

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, afirmava esta segunda-feira que "a dinâmica das negociações tem sido positiva no sentido de haver abertura por parte dos candidatos para melhorar aspetos técnicos e até financeiros da proposta, mas temos que esperar até sexta-feira às cinco da tarde pela entrega".

Na corrida à privatização da TAP estão a SAGEF (grupo Synergy — Germán Efromovich) e a Gateway (DGN, de David Neeleman, e HPGB, de Humberto Pedrosa, presidente da Barraqueiro). Contactada, a equipa de Neeleman não comenta os ajustes que fará à sua oferta.

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