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Atrasos da TAP fazem subir queixas de viagens

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José Carlos Carvalho

Desde a falência da Marsans e de 'A Vida é Bela', 2014 foi o ano em que o Provedor das agências de viagens recebeu o maior número de reclamações. Mas Vera Jardim alerta para as reservas em portais não identificados, sobre as quais nada pode fazer em caso de queixa

Um volume recorde de reclamações chegou em 2014 a Vera Jardim, Provedor do Cliente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens (APAVT). Ao todo foram recebidos no ano passado 1004 processos, e excluíndo os pedidos de informação houve 871 reclamações, um aumento de 20% face ao ano anterior.

Tirando os anos anómalos, como os casos de falências do operador Marsans e da empresa de experiências 'A Vida é Bela', 2014 saldou-se no ano de maior volume de queixas recebidas, desde que foi criada a figura do Provedor.

Nos motivos das queixas, as condições de alojamento continuam à cabeça da lista, mas o que mais se destacou comparativamente a outros anos foi o aumento das reclamações relativas a alterações nos programas de viagem, decorrentes de problemas com voos e mudança de companhias aéreas.

«Por força da situação da TAP no verão, tivemos muitas reclamações relacionadas com isso», salienta Vera Jardim. «Mas pode-se questionar: os Portugueses estão a reclamar mais? Acho que sim. Com a crise que atravessamos, as pessoas reclamam mais e os portugueses toirnaram-se mais conscientes dos seus direitos como consumidores».

O Provedor das agências de viagens adverte que relativamente «às reservas feitas na Internet em portais que não têm sede em Portugal a nossa capacidade de intervenção é igual a zero». Aconselha as pessoas a informar-se mais relativamente às viagens que estão a comprar, pois «tem havido um aumento de reclamações em relação às quais temos impotência total, nomeadamente em portais que nem conseguimos identificar».